A Alemanha está a acelerar a modernização digital do Estado, num contexto em que os serviços públicos digitais têm um desempenho abaixo da média da União Europeia e existem disparidades regionais significativas. A orientação estratégica do mercado combina integração entre níveis de governação, interoperabilidade, soberania digital, utilização de cloud, Inteligência Artificial (IA) e reforço da cibersegurança. A criação do Ministério Federal para os Assuntos Digitais e Modernização do Estado e do Fundo Especial para Infraestruturas e Neutralidade Climática reforça esta prioridade.
Sete segmentos de oportunidade
As oportunidades distribuem-se por sete segmentos:
- digital government e serviços para o cidadão;
- IA;
- cibersegurança e soberania digital;
- cloud soberana e interoperabilidade;
- identidade digital e serviços de confiança;
- smart cities e mobilidade;
- HealthGovTech.
A procura por soluções seguras, interoperáveis, reutilizáveis e em conformidade é potenciada por um conjunto de iniciativas e regulamentos: a OZG 2, o Deutschland-Stack, a Deutsche Verwaltungscloud, o Marktplatz Deutschland, a EUDI Wallet, o EU AI Act, a NIS-2/BSIG e o Cyber Resilience Act.
Como entrar no mercado
As empresas portuguesas devem abordar a Alemanha como prestadores especializados de tecnologia e serviços, demonstrando desde o primeiro contacto conformidade regulamentar, segurança, capacidade de integração e referências comprovadas.
A entrada deve privilegiar a abordagem com parceiros e integradores, projetos-piloto e ecossistemas regionais, com uma proposta adaptada às exigências e às necessidades do setor público federal, regional e municipal.
Fonte: Ficha Setorial de Entrada no Mercado: GovTech na Alemanha