Inovação verde aplicada à cortiça
A indústria da cortiça continua a reinventar-se. Desta vez, através da ciência, da química verde e da investigação aplicada. A operação CORKBIND, cofinanciada pelo COMPETE 2030, aposta no desenvolvimento de uma nova geração de ligantes sustentáveis para a aglomeração de cortiça.
O projeto utiliza matérias-primas renováveis, nomeadamente óleos vegetais de rícino, girassol e colza. Assim, pretende substituir os ligantes petroquímicos tradicionais e reduzir o impacto ambiental dos produtos.
Segundo Isabel Pinho Lima, o projeto representa uma iniciativa fortemente inovadora para o setor.
Liderado pela CIPADE e desenvolvido em copromoção com o Instituto Superior Técnico e a SEDACOR, introduz uma nova geração de ligantes sustentáveis assentes em matérias-primas renováveis, com desempenho técnico equivalente ou superior às soluções convencionais.
Ciência ao serviço de materiais mais eficientes
O desenvolvimento destes ligantes exige investigação rigorosa e processos químicos controlados.
A síntese é realizada em reatores de vidro sob atmosfera de azoto. Este ambiente evita a oxidação dos reagentes e garante a estabilidade dos compostos produzidos. Além disso, a utilização destes reatores permite monitorizar as reações em tempo real e ajustar parâmetros como temperatura, concentração ou tempo de reação.
Numa fase inicial, os investigadores realizam ensaios preliminares para avaliar a reatividade e a compatibilidade dos novos ligantes com os granulados de cortiça. Depois, seguem-se testes iterativos de otimização. Nesta etapa, são avaliadas diferentes formulações e combinações de aditivos, procurando melhorar propriedades como adesão, permeabilidade e durabilidade. Por fim, os ligantes passam por validação em ambiente industrial. Este processo garante que as soluções desenvolvidas em laboratório podem ser aplicadas em escala produtiva.
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