A economia portuguesa está a tentar reerguer-se da devastação causada pelas tempestades violentas que começaram no final de janeiro e duraram semanas e agora u ma nova guerra eclodiu no Médio Oriente, provocando rupturas severas nos fluxos de petróleo e de gás natural (dos quais Portugal dependente totalmente), a que acrescem fortes perturbações no transporte aéreo que suporta o maná do turismo.
O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, lembrou esta segunda-feira, é um facto, que "o aumento do preço do petróleo não é uma boa notícia", que o país "resiste hoje muito melhor ao aumento do que no passado" porque "70% da eletricidade consumida em Portugal tem origem em fontes renováveis e, portanto, somos menos dependentes do petróleo, o que é uma vantagem competitiva", referiu o governante numa conferência em Faro, citado pela Lusa.
É menos dependente, mas no ano passado ainda importou combustíveis minerais no valor de quase dez mil milhões de euros. Se o custo do petróleo e do gás continuam a subir (o gás natural disparou 50%, só para se ter uma ideia), a fatura energética fóssil dos portugueses derrapará facilmente.
Dinheiro Vivo