A economia azul é estratégica para Portugal e o Banco Português de Fomento (BPF) quer posicionar-se como um dos seus principais motores financeiros. A garantia é deixada por Luís Guimarães, board member do BPF, que sublinha a ambição de apoiar projetos “na linha certa” do desenvolvimento do oceano, mas com um critério claro: viabilidade económica.
“Portugal tem no mar uma vantagem competitiva difícil de replicar. A extensão da costa, a dimensão da zona económica exclusiva, o talento qualificado e um ecossistema empreendedor em crescimento colocam o país numa posição privilegiada para liderar a chamada economia azul”, considera. Para o Banco de Fomento, esse potencial não é apenas teórico é uma prioridade estratégica, revela o executivo no Oeiras Bluetech Ocean Forum 2026, organizado esta segunda e terça-feira pelo Forum Oceano, no IPMA, em Algés.
“Somos uma nação marítima. Vivemos virados para o mar, com uma relação cultural e económica muito forte com o oceano”, afirmou Luís Guimarães, defendendo que o desenvolvimento desta área deve combinar tradição e inovação.
O responsável destacou que setores clássicos como as pescas, a aquacultura ou a construção naval continuam a ter peso económico e social relevante. Mas é nas novas áreas — como a biotecnologia marinha, o carbono azul ou modelos inovadores de aquacultura, entre outras áreas que reside grande parte do potencial de crescimento.
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