A Fundação Bial está a receber, até 31 de agosto, candidaturas à 22.ª edição do Prémio Bial de Medicina Clínica, uma distinção que reconhece trabalhos originais de investigação clínica desenvolvidos em Portugal.
Com um prémio principal de 100 mil euros, a iniciativa contempla ainda a publicação da obra vencedora em formato impresso e/ou digital. O júri poderá igualmente atribuir até duas Menções Honrosas, no valor de 10 mil euros cada.
Criado há mais de quatro décadas, o Prémio Bial de Medicina Clínica é uma das mais prestigiadas distinções nacionais na área da medicina, distinguindo trabalhos que contribuam para o avanço do conhecimento científico e para a melhoria da prática clínica.
A edição de 2026 será avaliada por um júri presidido pelo médico reumatologista e professor catedrático Jaime Branco, integrando especialistas de várias universidades e escolas médicas portuguesas.
Segundo Jaime Branco, esta fase final das candidaturas constitui uma oportunidade para desafiar a comunidade médica e científica a apresentar trabalhos que demonstrem a qualidade, inovação e impacto da investigação clínica realizada em Portugal.
Desde a sua criação, o prémio recebeu 720 obras, envolvendo 1.853 investigadores, médicos e cientistas. Ao longo de 21 edições, distinguiu 111 trabalhos, da autoria de 316 investigadores, tendo publicado e distribuído gratuitamente mais de 326 mil exemplares de obras premiadas junto dos profissionais de saúde.
Para Luís Portela, presidente da Fundação Bial, o prémio continua a afirmar-se como um instrumento de valorização da investigação clínica e da produção científica com impacto na prática médica, incentivando investigadores e clínicos a apresentarem os seus trabalhos.
O regulamento e as condições de candidatura estão disponíveis no site da Fundação Bial.