Da celulose da floresta portuguesa ao linho e ao cânhamo cultivados no Norte e no Alentejo, passando pelo algodão hidropónico, vários projetos começam a dar os primeiros passos rumo à industrialização de matérias-primas têxteis nacionais.
Durante a talk Matérias-primas Made in Portugal, organizada pelo CENIT e dedicada às matérias-primas para a indústria têxtil, Carla Silva, diretora do Departamento de Química e Biotecnologia do CITEVE, Raquel Maria, fundadora da Agromethod Labs, e Gabriel Sousa, diretor executivo de inovação e tecnologia da Altri, apresentaram o ponto de situação de projetos que pretendem reduzir a dependência externa da indústria têxtil portuguesa.
No CITEVE, o principal motor deste objetivo tem sido o projeto Be@t, que além da substituição de matérias-primas fósseis por recursos renováveis, tem igualmente investigado a adoção de processos de química verde, a redução dos consumos de água, energia e produtos químicos e a criação de soluções de fim de vida que mantenham os materiais dentro da cadeia de valor durante mais tempo.
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