Angola tem uma população de cerca de 37,9 milhões de habitantes e um PIB per capita ainda reduzido. É um país rico em recursos naturais, destacando-se o setor dos hidrocarbonetos, que representa cerca de metade do Produto Interno Bruto (PIB) e aproximadamente 90% das exportações, fortemente concentradas em matérias-primas. No final de 2023, Angola deixou a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), procurando maior flexibilidade para aumentar a sua produção petrolífera.
A agricultura de subsistência continua a ser a principal fonte de emprego para grande parte da população. No entanto, o país mantém uma elevada dependência das importações para satisfazer as necessidades alimentares internas. Para além do petróleo, a atividade industrial inclui a exploração de diamantes, minério de ferro, fosfatos, feldspato, bauxite, urânio e ouro, bem como a produção de cimento, produtos metalúrgicos e o processamento de alimentos.
Apesar do elevado potencial económico, setores como o turismo e o comércio continuam condicionados pela insuficiência de infraestruturas, nomeadamente ao nível da rede de transportes e da oferta hoteleira.
A economia registou um crescimento de 4,4% em 2024, superando o desempenho do ano anterior. Em 2025, contudo, prevê-se uma desaceleração do crescimento, refletindo a diminuição da produção petrolífera, a redução das remessas e um menor dinamismo do investimento. A quebra na produção de petróleo resulta, sobretudo, da maturação dos campos existentes, das interrupções periódicas para trabalhos de manutenção e do investimento ainda insuficiente no setor.
A inflação deverá manter uma trajetória descendente, embora permaneça em níveis elevados, continuando a representar um desafio para a estabilidade económica e para o poder de compra das famílias.
A balança de pagamentos tem beneficiado das exportações de petróleo, mas a forte dependência deste setor torna a economia vulnerável às oscilações dos preços internacionais e reforça a necessidade de diversificação.
Entre as principais oportunidades de negócio destacam-se os setores farmacêutico, da agroindústria, das energias renováveis, das tecnologias de informação e comunicação e das infraestruturas, áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento económico do país.