A arquitetura portuguesa tem-se destacado no mundo pelo pragmatismo e pela capacidade de responder a problemas concretos, considera Eduardo Souto de Moura, autor de projetos como o Estádio Municipal de Braga, a Casa das Histórias Paula Rego ou o Metro do Porto. Pouco depois de receber na Sagrada Família, em Barcelona, a medalha de ouro da União Internacional dos Arquitetos, Souto de Moura lembrou os projetos que mais o desafiaram, recordou o momento em que deixou de trabalhar com Siza Vieira e olhou para o futuro. Um futuro que já está a ser marcado pela escassez de habitação, um problema cuja persistência diz não compreender, porque considera que existem três condições essenciais para o resolver: território, dinheiro e quem saiba projetar. "Trocava todos os prémios por poder fazer bons projetos de habitação".
Acaba de receber a medalha de ouro da União Internacional dos Arquitetos. O que representa esta distinção, atribuída pelos seus pares?
Representa, acima de tudo, uma grande solidariedade por parte dos meus colegas. É uma distinção muito prestigiada e reconhecida internacionalmente. Saber que foram os meus colegas a propor o meu nome deixou-me muito satisfeito. Significa que sou bem tratado pela classe e isso é muito agradável.
Leia o artigo completo na Revista Portugalglobal de julho/agosto 2026.