Infraestrutura prevista para Portugal, que vai estar conectada à nova 'cloud' soberana na Alemanha, servirá para avaliar a próxima expansão da tecnológica norte-americana na União Europeia.
O centro de serviços de computação e dados que a Amazon Web Services (AWS) se prepara para abrir em Lisboa – chamado local zone (zona local) – vai estar interligado à nova cloud soberana da Europa, na qual a tecnológica norte-americana está a investir 7,8 mil milhões de euros, e envolverá um “investimento adicional” por parte da tecnológica norte-americana.
O CEO da AWS, Matt Garman, disse esta quinta-feira que a futura local zone portuguesa está fora do envelope de 7,8 mil milhões de euros que está previsto para a Alemanha, embora não tenha revelado o valor concreto para Lisboa nem a data de inauguração. Um plano é garantido: criar mais zonas locais na União Europeia (UE) caso exista procura.
“Veremos como estes casos [de Portugal, da Bélgica e dos Países Baixos] se desenvolvem e poderemos considerar outros à medida que a procura se materializar. Queremos aproveitar o investimento que fizemos aqui na Alemanha para a cloud soberana para toda a Europa. Abrem-se mais casos de uso nestes países para podermos continuar a expandir a partir daí”, referiu Matt Garman, em conferência de imprensa a partir da cidade alemã de Potsdam.
É precisamente nesta cidade onde Churchill, Truman e Estaline se reuniram para decidir o futuro da Alemanha, no pós-Segunda Guerra Mundial, que a AWS montou o quartel-general dos dados da UE. A cloud soberana europeia, cujas regras vão também reger o centro português, foi apresentada a 35 km de Berlim, mas a localização concreta mantém-se em segredo por motivos de segurança.
A imprensa foi convidada para o corte da fita branca, que marcou o lançamento da cloud soberana, mas a visita à mesma foi apenas por realidade virtual. Ainda assim, a embaixadora de Portugal na Alemanha esteve presente nesta ocasião e aproveitou para enaltecer o investimento externo e defender que a recém-inaugurada nuvem está interligada com a ambição modernista do Governo português.
“O investimento da AWS está em linha com a nossa visão política. Pela primeira vez, desde o ano passado, temos um ministro da Reforma do Estado, bem como uma nova agência [ARTE – Agência para a Reforma Tecnológica do Estado] e a AWS, que já opera em Portugal, trabalha em estreita colaboração com eles”, afirmou Madalena Fischer, que se deslocou de Berlim a Potsdam para a ocasião.
A diplomata fez ainda referência à recente aprovação do Plano de Ação 2026-2027 da Estratégia Digital Nacional, que envolve um investimento de mil milhões de euros e compreende objetivos de digitalização e aumento de competências para os próximos quatro anos.
O centro de serviços de computação e dados que a Amazon Web Services (AWS) se prepara para abrir em Lisboa – chamado local zone (zona local) – vai estar interligado à nova cloud soberana da Europa, na qual a tecnológica norte-americana está a investir 7,8 mil milhões de euros, e envolverá um “investimento adicional” por parte da tecnológica norte-americana.
O CEO da AWS, Matt Garman, disse esta quinta-feira que a futura local zone portuguesa está fora do envelope de 7,8 mil milhões de euros que está previsto para a Alemanha, embora não tenha revelado o valor concreto para Lisboa nem a data de inauguração. Um plano é garantido: criar mais zonas locais na União Europeia (UE) caso exista procura.
“Veremos como estes casos [de Portugal, da Bélgica e dos Países Baixos] se desenvolvem e poderemos considerar outros à medida que a procura se materializar. Queremos aproveitar o investimento que fizemos aqui na Alemanha para a cloud soberana para toda a Europa. Abrem-se mais casos de uso nestes países para podermos continuar a expandir a partir daí”, referiu Matt Garman, em conferência de imprensa a partir da cidade alemã de Potsdam.
É precisamente nesta cidade onde Churchill, Truman e Estaline se reuniram para decidir o futuro da Alemanha, no pós-Segunda Guerra Mundial, que a AWS montou o quartel-general dos dados da UE. A cloud soberana europeia, cujas regras vão também reger o centro português, foi apresentada a 35 km de Berlim, mas a localização concreta mantém-se em segredo por motivos de segurança.
A imprensa foi convidada para o corte da fita branca, que marcou o lançamento da cloud soberana, mas a visita à mesma foi apenas por realidade virtual. Ainda assim, a embaixadora de Portugal na Alemanha esteve presente nesta ocasião e aproveitou para enaltecer o investimento externo e defender que a recém-inaugurada nuvem está interligada com a ambição modernista do Governo português.
“O investimento da AWS está em linha com a nossa visão política. Pela primeira vez, desde o ano passado, temos um ministro da Reforma do Estado, bem como uma nova agência [ARTE – Agência para a Reforma Tecnológica do Estado] e a AWS, que já opera em Portugal, trabalha em estreita colaboração com eles”, afirmou Madalena Fischer, que se deslocou de Berlim a Potsdam para a ocasião.
A diplomata fez ainda referência à recente aprovação do Plano de Ação 2026-2027 da Estratégia Digital Nacional, que envolve um investimento de mil milhões de euros e compreende objetivos de digitalização e aumento de competências para os próximos quatro anos.