As exportações de viagens e turismo atingiram uma média anual de 27,5 mil milhões de euros nos últimos três anos, o que significa mais do dobro (acréscimo de 137,1%) face ao período entre 2014 e 2016, de acordo com as contas do Jornal Económico, com base nos dados do Banco de Portugal. Há, no entanto, um tipo de serviços que cresceu ainda mais na última década: os de telecomunicações, informáticos e informação deram um salto de 304% (quatro vezes mais), passando de 1,2 mil milhões de euros para 5,1 mil milhões.
“Este setor já adquiriu uma expressão muito grande e que é maior do que muitos setores que nós tradicionalmente associamos às nossas exportações, como o azeite, o vinho ou a cortiça”, afirma o economista Manuel Caldeira Cabral ao Jornal Económico. “Nós exportamos mais serviços informáticos do que estes produtos todos juntos”, conclui.
“Exportamos claramente mais serviços informáticos do que o calçado — e há 10 anos as exportações de calçado eram mais do dobro das de serviços informáticos, o que significa que está, de facto, a haver uma alteração na estrutura de exportações, quer nos bens, quer nos serviços”, afirma o investigador da Universidade do Minho, especialista em comércio internacional.
“Essa alteração da estrutura de exportações caminha para setores mais sofisticados e também mais protegidos da concorrência de países de baixos salários”, sublinha o antigo ministro da Economia, que faz referência ainda às exportações de outros serviços, como “os tecnológicos, de empresas de consultoria ou financeiros”, que, aos poucos, vão ganhando peso no conjunto dos serviços exportados pela economia portuguesa.
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Exportações de serviços TIC quadruplicaram em 10 anos
Turismo é a estrela das exportações de serviços, mas nenhum cresceu tanto como a informática.
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18/08/2026
Imprensa Nacional