A AICEP marcou presença na 1.ª edição do Fórum Portugal Nação Global, que decorreu no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, reunindo decisores políticos, líderes empresariais e representantes da diáspora portuguesa para debater o posicionamento de Portugal na economia global e reforçar as ligações entre o país e as suas comunidades no mundo.
Na sessão de abertura, o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, destacou a diáspora como um ativo estratégico para o país, afirmando que “a diáspora portuguesa é um dos principais pilares do desenvolvimento económico e social”. Num contexto global cada vez mais competitivo, sublinhou ainda o papel da AICEP como instrumento central na captação de investimento, no apoio às empresas e na internacionalização da economia portuguesa, transformando essa ligação global em crescimento económico concreto.
A participação da AICEP ao longo do Fórum evidenciou esse posicionamento, com intervenções da Presidente, Madalena Oliveira e Silva, e do administrador Paulo Rios de Oliveira, em dois dos painéis da iniciativa.
No painel “Mapa de Oportunidades em Portugal e no Mundo”, Madalena Oliveira e Silva apresentou uma visão estratégica: apostar em investimento com valor acrescentado, vocação exportadora e base tecnológica, reforçando a industrialização e a integração de Portugal em cadeias de valor globais, em setores como o aeroespacial e a mobilidade.
Sublinhando as vantagens competitivas do país — desde a elevada incorporação de energias renováveis ao talento qualificado, à estabilidade e à segurança — destacou também a posição geoestratégica de Portugal como fator diferenciador para o desenvolvimento de um ecossistema tecnológico e de inteligência artificial com crescente reconhecimento internacional.
Como sintetizou, “crescer em Portugal para internacionalizar o país” é hoje um desígnio estratégico. E acrescentou uma ideia-chave para a atração de investimento: “quando um investidor chega a Portugal, já vem meio convencido. O resto decide-se nas condições que encontra no terreno”.
A Presidente da AICEP enfatizou, assim, a importância de preparar todo o território — incluindo o interior — para responder às exigências dos investidores, através de fatores como infraestruturação de parques industriais, com acesso a energia, água e tecnologia, bem como melhoria contínua das acessibilidades, nomeadamente proximidade a portos. Neste processo, destacou o papel determinante da articulação entre a AICEP, os municípios - que assumem um papel fundamental no conhecimento do território - e as restantes entidades da Administração Pública.
A necessidade de diversificar mercados e reforçar a escala das empresas portuguesas foi também evidenciada, num contexto em que as exportações continuam fortemente concentradas na Europa. Internacionalizar, sublinhou, é um percurso progressivo — das exportações ao investimento e às parcerias — que exige ambição e preparação.
Já no painel “Estratégias de Expansão Global”, Paulo Rios de Oliveira destacou o papel estruturante da AICEP no apoio às empresas, muitas vezes desenvolvido de forma discreta, mas com impacto direto nos seus processos de crescimento internacional.
Na sua intervenção, evidenciou quatro pilares essenciais da atuação da Agência: a internacionalização, a captação de investimento, a presença no terreno através da rede externa — descrita como a “nossa diáspora” — com delegações em mais de 50 países, e a capacitação das empresas, com destaque para a Academia AICEP.
“Estar no terreno, conhecer os mercados e apoiar as empresas de forma próxima e qualificada” foi apontado como um fator crítico para decisões mais informadas e para a redução de risco nos processos de expansão internacional.
O administrador sublinhou ainda a responsabilidade coletiva de afirmar a marca Portugal com maior valor acrescentado, reforçando o posicionamento do país nas cadeias de valor globais.
A participação da AICEP neste Fórum reforça o seu compromisso em trabalhar em estreita articulação com o Governo, empresas e restantes agentes económicos, contribuindo para transformar oportunidades em investimento e internacionalização, e consolidar Portugal como um parceiro competitivo e confiável à escala global.
(créditos na imagem: Luís Vieira Cruz, Bom Dia)