O chefe da diplomacia portuguesa identificou esta segunda-feira, em Atenas, um potencial muito maior nas relações económicas e culturais entre Portugal e Grécia, e reiterou o envolvimento de corpo inteiro com a agência europeia Frontex.
As relações são excelentes a nível político e aquilo que é importante agora é reforçar a cooperação económica e cultural, porque quando as relações são muito boas, às vezes há uma tendência quase que de inércia para relaxar, considerou Paulo Rangel, que falava à Lusa por telefone a partir da capital grega.
Durante a visita oficial, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português foi recebido pelo primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis, e pelo homólogo grego, Giorgos Gerapetritis, além de ter visitado o centro de coordenação da Frontex Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira.
Paulo Rangel defendeu que Lisboa e Atenas devem aproveitar as oportunidades, afirmando que os governos dos dois países querem criar uma espécie de impulso para dinamizar o lado económico e cultural da relação que, sendo interessante, tem um potencial muito maior.
Entre estas áreas, o ministro apontou oportunidades para as empresas portuguesas em setores cruciais para Portugal como o naval, a defesa ou a energia, nomeadamente as energias renováveis.
O governante destacou que há um caminho percorrido, especialmente a nível das ligações aéreas entre os dois países, o que permitiu duplicar a oferta nos últimos anos.
No turismo, Portugal recebeu no ano passado mais de 40 mil turistas gregos, enquanto entre 120 a 130 mil portugueses visitaram a Grécia.
Já no âmbito da UE, os dois países, ambos do Sul da Europa, estão dispostos a tomar alguma dianteira no sentido de promover um alinhamento de posições entre os países da coesão para definir uma posição negocial para o próximo quadro financeiro plurianual, o orçamento de longo prazo dos 27.
A terminar a visita, o ministro visitou a Frontex, onde Portugal tem atualmente cerca de 35 elementos da GNR e da Polícia Marítima.
Rangel salientou um reforçado compromisso de Portugal com a Frontex, numa área que exige a atenção das autoridades nacionais, tendo em conta as fronteiras externas, especialmente marítimas, muito largas.
Portugal tem um envolvimento de corpo inteiro com a Frontex e com aquelas que são as suas tarefas, que são muito exigentes do ponto de vista da segurança e também do respeito pelos direitos fundamentais.
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Rangel defendeu que Lisboa e Atenas devem "aproveitar as oportunidades".
Observador
04/11/2025
Imprensa Nacional