Num mundo de crescente tensão em tomo dos Estados Unidos, a relação da Europa, e de Portugal, com o continente americano - e em particular a América Latina -, "ganha um significado ainda mais relevante". Quem o diz é António Calçada de Sá, presidente do Conselho da Diáspora Portuguesa, que promove esta segunda e terça-feira a 2.ª edição do EuroAmericas Foram, na Universidade NovaSBE.
"Num contexto de uma certa ascendência de protecionismo nos Estados Unidos, penso que é estratégico e até urgente a construção de novos pontos [de contacto]. E aqui relação com as Américas, em particular com a América Latina, ganha um significado ainda mais relevante", diz em entrevista ao Negócios.
Aprofundar estes laços adquire maior relevância com a assinaturado acordo UE-Mercosul, este ano - um acordo que cobre um mercado potencial de 700 milhões de consumidores e levou 25 anos a negociar.
Calçada de Sá considera que, além do potencial para o bloco europeu, também Portugal tem muito a ganhar. "Quando olhamos para a América do Sul, e aí estamos a falar, do Brasil, México, Colômbia, Pera e Chile, isto é brutal em termos de área de oportunidade", sublinha E onde estão as oportunidades concretas para as empresas portuguesas? "Se olhamos mais a sul, temos que olhar mais para o flanco das infraestruturas, construção, água, saneamentos, etc", explica Já em relação aos Estados Unidos e Canadá o espaço é mais na tecnologia, energias renováveis, engenharia, saúde, agroindústria e economia digital: "Vemos mais o ecossistema da inovação, as empresas tecnológicas, a digitalização, e aí as empresas portuguesas certamente têm um campo de jogo interessante", comenta.
O presidente do Conselho da Diáspora Portuguesa sabe que, muitas vezes, a dificuldade das empresas está relacionada com a sua falta de dimensão e internacionalização. Grandes grupos, como a EDP, têm presença forte nos EUA, e gigantes nacionais como a Mota-Engil e Jerónimo Martins dão cartas no México, Brasil e Colômbia, mas para as mais pequenas a tarefa não é tão simples. Mas Calçada de Sá garante que "a dimensão constrói-se", sugerindo que as pequenas e médias empresas aprendam a "juntar-se de outra maneira".
O também diretor geral e vice- presidente da Fundación Repsol, dá o exemplo da estratégia espanhola "Uma grande empresa é capaz de se rodear das pequenas empresas que vão ser prestadoras de serviços determinados nesse país. Quando já tem a grande empresa nesse ecossistema, conseguem que o sindicato de bancos que vai apoiar o financiamento desses projetos também seja liderado por um banco espanhol e ele leva também outros bancos espanhóis atrás. E quando estamos a falar na quilo que vai ser o EPC, o Engineering, Procurement, and Construction, que é o que vai fazer os concursos e as compras, etc, casualmente também acaba por ser espanhol, e depois levam atrás o Ministério dos Exteriores para dar a cobertura institucional".
"Num contexto de uma certa ascendência de protecionismo nos Estados Unidos, penso que é estratégico e até urgente a construção de novos pontos [de contacto]. E aqui relação com as Américas, em particular com a América Latina, ganha um significado ainda mais relevante", diz em entrevista ao Negócios.
Aprofundar estes laços adquire maior relevância com a assinaturado acordo UE-Mercosul, este ano - um acordo que cobre um mercado potencial de 700 milhões de consumidores e levou 25 anos a negociar.
Calçada de Sá considera que, além do potencial para o bloco europeu, também Portugal tem muito a ganhar. "Quando olhamos para a América do Sul, e aí estamos a falar, do Brasil, México, Colômbia, Pera e Chile, isto é brutal em termos de área de oportunidade", sublinha E onde estão as oportunidades concretas para as empresas portuguesas? "Se olhamos mais a sul, temos que olhar mais para o flanco das infraestruturas, construção, água, saneamentos, etc", explica Já em relação aos Estados Unidos e Canadá o espaço é mais na tecnologia, energias renováveis, engenharia, saúde, agroindústria e economia digital: "Vemos mais o ecossistema da inovação, as empresas tecnológicas, a digitalização, e aí as empresas portuguesas certamente têm um campo de jogo interessante", comenta.
O presidente do Conselho da Diáspora Portuguesa sabe que, muitas vezes, a dificuldade das empresas está relacionada com a sua falta de dimensão e internacionalização. Grandes grupos, como a EDP, têm presença forte nos EUA, e gigantes nacionais como a Mota-Engil e Jerónimo Martins dão cartas no México, Brasil e Colômbia, mas para as mais pequenas a tarefa não é tão simples. Mas Calçada de Sá garante que "a dimensão constrói-se", sugerindo que as pequenas e médias empresas aprendam a "juntar-se de outra maneira".
O também diretor geral e vice- presidente da Fundación Repsol, dá o exemplo da estratégia espanhola "Uma grande empresa é capaz de se rodear das pequenas empresas que vão ser prestadoras de serviços determinados nesse país. Quando já tem a grande empresa nesse ecossistema, conseguem que o sindicato de bancos que vai apoiar o financiamento desses projetos também seja liderado por um banco espanhol e ele leva também outros bancos espanhóis atrás. E quando estamos a falar na quilo que vai ser o EPC, o Engineering, Procurement, and Construction, que é o que vai fazer os concursos e as compras, etc, casualmente também acaba por ser espanhol, e depois levam atrás o Ministério dos Exteriores para dar a cobertura institucional".