Exportações da indústria portuguesa têm vindo a encolher, registando já uma quebra de 3,7% em 2025. Europa, o principal destino, está a reduzir compras, com Berlim à cabeça.
Pelo quarto mês consecutivo as vendas de componentes automóvel ao exterior estão abaixo dos mil milhões de euros.
Alemanha põe travão nos compenentes nacionais
As exportações da indústria portuguesa de componentes têm vindo a encolher, registando já uma quebra de 3,7% em 2025. Europa, o principal destino, está a travar a fundo, com a Alemanha a carregar no pedal.
Enquanto as vendas de automóveis crescem, a produção de veículos acelera, a exportação de componentes está a derrapar. O valor das vendas ao exterior tem ficado mês após mês abaixo da fasquia dos mil milhões de euros, com o saldo no ano a ser negativo, muito por culpa da Alemanha, Marrocos e Turquia estão a ser o "airbag" para as empresas do setor.
Desde junho que os valores das exportações deste importante setor para as exportações nacionais estão abaixo da marca dos mil milhões. Nesse mês foram 993 milhões, seguindo-se 973 milhões em julho e 681 milhões em agosto. Já em setembro, mês em que habitualmente se assiste a um retomar das vendas, com o regresso à produção após as férias de verão, o total não passou dos 994 milhões. Em setembro de 2024 foi de 1.037 milhões de euros.
O resultado da tendência mais negativa dos meses recentes vem acentuar a que já se registava nos meses anteriores. Assim, diz a AFIA-Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, "no período entre janeiro e setembro de 2025, as exportações de componentes totalizaram 8,9 mil milhões de euros, o que representa uma diminuição de 3,7% relativamente ao mesmo período de 2024".
'A evolução recente espelha os desafios que têm vindo a afetar a competitividade da indústria europeia com uma pressão regulatória e incerteza normativa, volatilidade da procura e das cadeias de abastecimento, intensificação da concorrência internacional (de geografias com menores custos e forte apoio estatal)", diz a associação.
"Os números de setembro continuam amostrar a ligação a projetos europeus e de empresas europeias a produzir fora da Europa, mas também deixam um alerta sem competitividade, Portugal e a Europa arriscam perder terreno nas cadeias globais de valor", diz o presidente da AFIA, José Couto, apontando para o desempenho do Velho Continente. A Europa concentra 88,4% das exportações de componentes automóveis nacionais, sendo que estas diminuíram 3,6% este ano até setembro.
Espanha é o principal destino dos componentes fabricados em Portugal com uma quota de 29%, tendo crescido 0,2% neste mercado. "Seguem-se a Alemanha com 22,1% e França com 8,5%", nota a AFPA, alertando que as vendas "diminuíram para a Alemanha (-10,9%), França (- 0,8%), EUA (- -14,2%) e Reino Unido (-12,2%)".
A Roménia, o sexto maior mercado, cresceu mais de 30%, sendo um dos poucos destaques na Europa, enquanto fora deste mercado houve crescimentos expressivos. "As exportações para África e Médio Oriente aumentaram 15,8%", sendo que aqui destacam-se Marrocos, com um crescimento de 27,6%, mas também a Turquia, que regista uma evolução de 17,6%.
Pelo quarto mês consecutivo as vendas de componentes automóvel ao exterior estão abaixo dos mil milhões de euros.
Alemanha põe travão nos compenentes nacionais
As exportações da indústria portuguesa de componentes têm vindo a encolher, registando já uma quebra de 3,7% em 2025. Europa, o principal destino, está a travar a fundo, com a Alemanha a carregar no pedal.
Enquanto as vendas de automóveis crescem, a produção de veículos acelera, a exportação de componentes está a derrapar. O valor das vendas ao exterior tem ficado mês após mês abaixo da fasquia dos mil milhões de euros, com o saldo no ano a ser negativo, muito por culpa da Alemanha, Marrocos e Turquia estão a ser o "airbag" para as empresas do setor.
Desde junho que os valores das exportações deste importante setor para as exportações nacionais estão abaixo da marca dos mil milhões. Nesse mês foram 993 milhões, seguindo-se 973 milhões em julho e 681 milhões em agosto. Já em setembro, mês em que habitualmente se assiste a um retomar das vendas, com o regresso à produção após as férias de verão, o total não passou dos 994 milhões. Em setembro de 2024 foi de 1.037 milhões de euros.
O resultado da tendência mais negativa dos meses recentes vem acentuar a que já se registava nos meses anteriores. Assim, diz a AFIA-Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, "no período entre janeiro e setembro de 2025, as exportações de componentes totalizaram 8,9 mil milhões de euros, o que representa uma diminuição de 3,7% relativamente ao mesmo período de 2024".
'A evolução recente espelha os desafios que têm vindo a afetar a competitividade da indústria europeia com uma pressão regulatória e incerteza normativa, volatilidade da procura e das cadeias de abastecimento, intensificação da concorrência internacional (de geografias com menores custos e forte apoio estatal)", diz a associação.
"Os números de setembro continuam amostrar a ligação a projetos europeus e de empresas europeias a produzir fora da Europa, mas também deixam um alerta sem competitividade, Portugal e a Europa arriscam perder terreno nas cadeias globais de valor", diz o presidente da AFIA, José Couto, apontando para o desempenho do Velho Continente. A Europa concentra 88,4% das exportações de componentes automóveis nacionais, sendo que estas diminuíram 3,6% este ano até setembro.
Espanha é o principal destino dos componentes fabricados em Portugal com uma quota de 29%, tendo crescido 0,2% neste mercado. "Seguem-se a Alemanha com 22,1% e França com 8,5%", nota a AFPA, alertando que as vendas "diminuíram para a Alemanha (-10,9%), França (- 0,8%), EUA (- -14,2%) e Reino Unido (-12,2%)".
A Roménia, o sexto maior mercado, cresceu mais de 30%, sendo um dos poucos destaques na Europa, enquanto fora deste mercado houve crescimentos expressivos. "As exportações para África e Médio Oriente aumentaram 15,8%", sendo que aqui destacam-se Marrocos, com um crescimento de 27,6%, mas também a Turquia, que regista uma evolução de 17,6%.