A China iniciou o novo ano com um reforço do controlo da exportação de prata alargando as restrições que se encontravam em vigor relativamente a esta matéria-prima, avançou a CNBC, na terça-feira.
De acordo com o canal televisivo norte-americano, o aperto ao controlo deste metal não é novo tendo em conta que, em outubro, o Ministério do Comércio chinês tinha anunciado novas medidas de reforço da supervisão dos metais raros, numa altura em que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Presidente da China, Xi Jinping, se reuniram na Coreia do Sul.
Este controlo serviu para que o país asiático desse o seu ‘sim’ a um pausa de um ano sobre certos controlos de exportação de terras raras, enquanto os Estados Unidos concordaram em reduzir as tarifas.
China colocou restrições ao tungsténio e antimónio
Em dezembro, a China tinha divulgado uma lista que continha as 44 empresas que tinham luz verde para exportar prata ao abrigo das novas medidas em 2026 e 2027. As novas regras, que entraram em vigor a 1 de janeiro de 2026, também colocaram restrições às exportações de tungsténio e antimónio, materiais controlados pela China e que possuem um grande uso nos setores da defesa e em tecnologias avançadas, salienta a CNBC.
China é segundo maior produtor mundial de prata
Em 2022 e 2023 a China surgia como o segundo maior produtor de prata, numa tabela liderada pela México e que deixava o Peru no terceiro posto, de acordo com o Silver Institute. Isso tem reflexo numa análise independente, feita pelos norte-americanos, transcrita pela CNBC, que assinalava que a China era um dos maiores produtores mundiais de prata tendo também uma das maiores reservas deste metal. Os Estados Unidos colocaram a prata na sua lista de minerais críticos, em novembro, referindo que esta matéria-prima é usadas em áreas como as dos circuitos elétricos, baterias, células solares e instrumentos médicos antibacterianos.
Recorde-se que em 2025 o preço da prata disparou em 148%.