CONSELHOS DA DIÁSPORA
FRANCISCO GONÇALVES
DIRETOR REGIONAL PARA ÁFRICA E AMÉRICA LATINA NA PRESIGHT (GRUPO G42); CONSELHEIRO DA DIÁSPORA PORTUGUESA NOS EMIRADOS ÁRABES UNIDOS
Portugueses que se destacam lá fora ajudam a descobrir onde estão oportunidades de negócios e que tipo de empresas e atividades o país pode atrair. Uma iniciativa que junta o Negócios e o Conselho da Diáspora Portuguesa.
1.
O QUE O/A LEVOU
A SAIR DE PORTUGAL?
Desde criança, sempre tive o fascínio por conhecer outras culturas, sensibilidades e outros povos. Tanto é que, aos dezassete anos, concorri a um programa de estudo de ensino médio no estrangeiro, neste caso, na Alemanha onde me senti entusiasmado. Finalizado este programa, decidi dar mais um passo no exterior, optando por Inglaterra, com avista à frequência de estudos universitários.
No fim do meu percurso académico e iniciando a vida profissional, após uns breves anos em Portugal, a vontade de progressão na carreira aliada ao desejo de crescimento pessoal e profissional, a que acresceu o espírito de aventura, resolvi dar mais um passo, optando pela vizinha Espanha Em suma, estes foram os principais motivos que me levaram a sair de Portugal.
2.
QUE VANTAGENS OU DESVANTAGENS LHE TROUXE O FACTO DE SER PORTUGUÊS/A?
Ser português trouxe muitas vantagens e praticamente nenhuma desvantagem. Gostaria de destacar a capacidade de adaptação, integração, disponibilidade e a flexibilidade que nos caracterizam, qualidades muito valorizadas internacionalmente.
3.
QUE OBSTÁCULOS TEVE QUE SUPERAR E COMO O FEZ?
Não enfrentei obstáculos de grande relevância, pois já tinha vivido em outros países e sempre gostei de assimilar novas culturas e experiências. Desde cedo, encaro a vivência num novo país como um a fase bastante enriquecedora e inspiradora, tanto a nível pessoal como profissional. Além disso, os Emirados Árabes Unidos estão muito bem estruturados e facilitam bastante a integração quer para pessoas singulares quer para famílias. O único e verdadeiro desafio talvez seja a saudade da família, dos amigos e do Benfica, que é colmatada com visitas regulares a Portugal e, reciprocamente, o seu acolhimento no Dubai.
4.
O QUE MAIS ADMIRA NO PAÍS EM QUE ESTÁ?
Admiro profundamente o espírito de inovação e a diversidade multicultural de oferta de ensino aos seus diversos níveis. Aqui, não há limites para a ambição no que concerne aos desafios e à busca incessante por soluções inovadoras. Para além disso, também valorizo a assimilação e a tolerância: nos Emirados vivem pessoas de todos os cantos do mundo, e a convivência é harmoniosa.
5.
O QUE MAIS ADMIRA NA EMPRESA/ORGANIZAÇÃO EM QUE ESTÁ?
O que mais admiro na Presight (empresa do Grupo G42) é a oportunidade de trabalhar na vanguarda da inovação global nos campos da inteligência artificial e da tecnologia avançada. Como líder global em IA e análise de big data, a Presight está a impulsionar o crescimento transformador por meio de tecnologias de ponta que melhoram vidas, fortalecem cidades e apoiam o progresso nacional e internacional. É inspirador fazer parte de uma empresa que promove mudanças significativas no dia a dia e que também atua à escala global.
QUE RECOMENDAÇÕES DARIA A PORTUGAL E AOS SEUS EMPRESÁRIOS E GESTORES?
Aos empresários e gestores portugueses que consideram expandir os seus negócios ou investir nos Emirados Árabes Unidos, recomendaria uma abordagem estratégica, estruturada e sustentada por uma análise rigorosa do mercado. Este país oferece um ecossistema empresarial vibrante, com inúmeras oportunidades em setores emergentes e altamente competitivos. No entanto, para que essa entrada sejabem-sucedida, é fundamental compreender não apenas os aspetos económicos, mas também os cul
turais, legais e institucionais que regem o ambiente de negócios local.
É imperativo realizar estudos de mercado aprofundados, identificar os segmentos com maior potencial de crescimento e avaliar cuidadosamente os concorrentes já estabelecidos. A concorrência nos Emirados é sofisticada, exigente e, em muitos casos, tecnologicamente avançada, o que exige dos investidores portugueses um nível elevado de preparação e diferenciação.
Além disso, recomendo vivamente a cria ção de parcerias estratégicas com entidades locais sejam empresas, consultoras ou organismos governamentais , como forma de facilitar a entradano mercado, acelerar pro - cessos administrativos e garantir maior legitimidade junto dos stakeholders locais.
Acapacidade de adaptação, o respeito pelas normas culturais e a construção de relações de confiançasão elementos-chavepara o sucesso. Portugal tem talento, inovação e qualidade; o desafio está em saber posicio- nar-se estrategicamente num mercado que valoriza excelência, agilidade e visão global.
7.
EM QUE SETORES DO PAIS ONDE VIVE PODERÃO AS EMPRESAS PORTUGUESAS ENCONTRAR CLIENTES?
Nos Emirados Árabes Unidos, as empresas portuguesas têm àsua disposição umleque diversificado de setores com elevado potencial de negócio.
Destaco, em primeiro lugar, o setor tecnológico, com especial ênfase para a inteligência artificial, análise de dados, ciberse-
gurança, soluções digitais e automação de processos. Este é um dos pilares da estratégia nacional dos Emirados, com investimentos robustos e uma procura constante por soluções inovadoras.
O setor do desporto também apresenta oportunidades relevantes, não apenas na construção e gestão de infraestruturas, mas também na formação, consultoria técnica e organização de eventos.
O retalho especializado, sobretudo em nichos de mercado como produtos gourmet, moda sustentável, design e artesanato de qualidade, tem vindo a ganhar espaço entre consumidores exigentes e cosmopolitas.
Por fim, as energias renováveis representam umaáreade crescimento estratégico, ali nhadacom os compromissos ambientais do país e com atransição energética em curso.
A chave para o sucesso reside na capacidade de oferecer soluções diferen
ciadas, sustentáveis e adaptadas às necessidades locais, com uma abordagem que combine inovação, qualidade e sensibilidade cultural.
8.
EM QUE SETORES DE PORTUGAL PODERIAM AS EMPRESAS DO PAÍS ONDE ESTÁ QUERER INVESTIR?
Portugal é cada vez mais reconhecido como um destino atrativo para investimento estrangeiro, e os Emirados Árabes Unidos não são exceção.
As empresas emiratis têm demonstrado interesse crescente em setores como tecnologia nomeadamente "smart cities", segurança urbana, ges
tão de dados, "fintech", mobilidade inteligente e soluções para cidades resilientes.
A área da energia, com destaque para as renováveis, é outro campo de grande interesse, especialmente tendo em conta o know-how português emprojetos de energia solar, eólica e hídrica.
O turismo, por sua vez, continua a ser um dos setores mais promissores, não apenas pela beleza natural e riqueza cultural de Portugal, mas também pela capacidade de oferecer experiências autênticas, sustentáveis e de elevada qualidade.
Portugal pode posicionar-se como um parceiro estratégico para empresas dos Emirados que procuram expandir-se na Europa, beneficiando de um ambiente político estável, mão de obra qualificada, excelente infraestrutura e umalocaliza- ção geográfica privilegiada.
QUAL A VANTAGEM COMPETITIVA DO PAÍS EM QUE ESTÁ QUE PODERIA SER REPLICADA EM PORTUGAL?
Os Emirados Árabes Unidos possuem várias vantagens competitivas que poderiam servir de inspiração para Portugal.
Aprimeiraéaagilidade na tomada dede- cisões, com processos administrativos simplificados, objetivos claros e uma cultura de execução eficaz. Esta capacidade de agir com rapidez e precisão é essencial num mundo empresarial cada vez mais dinâmico.
A segunda vantagem é a excelência na infraestrutura de transportes e comunicações, que permite uma conectividade fluida entre regiões e países, facilitando o comércio, o turismo e a mobilidade de talentos.
Aterceira é a aposta contínua e estratégica na inovação, com investimentos significativos em educação, ciência, tecnologia e empreendedorismo.
Por fim, o posicionamento geoestraté- gico dos Emirados, como ponto de ligação entre o Oriente e o Ocidente, é explorado de forma exemplar.
Portugal, com a sualocalização privilegiada entre Europa, África e Américas, tem potencial para se tornar um "hub" de excelência, desde que invistanumavisão estratégica de longo prazo, promova a colaboração público-privada e aposte na capacitação e retenção de talento.
Em suma, replicar esse modelo de integração, conexão e visão estratégica seria uma oportunidade valiosapara o nosso país, poderiareforçar a competitividade nacional e posicionar o país como um parceiro global de referência, salvaguardando evidentemente os contrastes sociais e culturais.
10.
PENSA VOLTAR PARA PORTUGAL? PORQUÊ?
Sim, num futuro não muito longínquo, apesar de me sentir bem neste país. Portugal é onde estão as minhas raízes, aminhafamí- lia e os meus amigos. Gostaria de repartir o meu tempo entre Portugal e os Emirados Árabes Unidos, conciliando o melhor dos dois mundos.
cv
Duas décadas a lidar com multinacionais
ATIVIDADE
Francisco Leal Gonçalves vive há mais de 13 anos nos Emirados Árabes Unidos, onde desenvolveu uma carreira internacional como executivo sénior e estratega comercial. Atual- mente é Diretor Regional para África e América Latina na Presight (Grupo G42), liderando projetos de transformação digital com foco em Big Data e Inteligência Artificial, voltados para governos e setores estratégicos. Ao longo de mais de duas décadas, teve oportunidade de trabalhar em empresas multinacionais como Microsoft, Oracle, Vodafone, APC by Schneider Electric e Coniq, sempre com foco em gerar impacto real em projetos complexos. Tem conduzido negociações ao mais alto nível com líderes governamentais em diversos países, o que reforçou a sua experiência em mercados emergentes e consolidou uma rede de contactos estratégica.
FRANCISCO GONÇALVES
DIRETOR REGIONAL PARA ÁFRICA E AMÉRICA LATINA NA PRESIGHT (GRUPO G42); CONSELHEIRO DA DIÁSPORA PORTUGUESA NOS EMIRADOS ÁRABES UNIDOS
Portugueses que se destacam lá fora ajudam a descobrir onde estão oportunidades de negócios e que tipo de empresas e atividades o país pode atrair. Uma iniciativa que junta o Negócios e o Conselho da Diáspora Portuguesa.
1.
O QUE O/A LEVOU
A SAIR DE PORTUGAL?
Desde criança, sempre tive o fascínio por conhecer outras culturas, sensibilidades e outros povos. Tanto é que, aos dezassete anos, concorri a um programa de estudo de ensino médio no estrangeiro, neste caso, na Alemanha onde me senti entusiasmado. Finalizado este programa, decidi dar mais um passo no exterior, optando por Inglaterra, com avista à frequência de estudos universitários.
No fim do meu percurso académico e iniciando a vida profissional, após uns breves anos em Portugal, a vontade de progressão na carreira aliada ao desejo de crescimento pessoal e profissional, a que acresceu o espírito de aventura, resolvi dar mais um passo, optando pela vizinha Espanha Em suma, estes foram os principais motivos que me levaram a sair de Portugal.
2.
QUE VANTAGENS OU DESVANTAGENS LHE TROUXE O FACTO DE SER PORTUGUÊS/A?
Ser português trouxe muitas vantagens e praticamente nenhuma desvantagem. Gostaria de destacar a capacidade de adaptação, integração, disponibilidade e a flexibilidade que nos caracterizam, qualidades muito valorizadas internacionalmente.
3.
QUE OBSTÁCULOS TEVE QUE SUPERAR E COMO O FEZ?
Não enfrentei obstáculos de grande relevância, pois já tinha vivido em outros países e sempre gostei de assimilar novas culturas e experiências. Desde cedo, encaro a vivência num novo país como um a fase bastante enriquecedora e inspiradora, tanto a nível pessoal como profissional. Além disso, os Emirados Árabes Unidos estão muito bem estruturados e facilitam bastante a integração quer para pessoas singulares quer para famílias. O único e verdadeiro desafio talvez seja a saudade da família, dos amigos e do Benfica, que é colmatada com visitas regulares a Portugal e, reciprocamente, o seu acolhimento no Dubai.
4.
O QUE MAIS ADMIRA NO PAÍS EM QUE ESTÁ?
Admiro profundamente o espírito de inovação e a diversidade multicultural de oferta de ensino aos seus diversos níveis. Aqui, não há limites para a ambição no que concerne aos desafios e à busca incessante por soluções inovadoras. Para além disso, também valorizo a assimilação e a tolerância: nos Emirados vivem pessoas de todos os cantos do mundo, e a convivência é harmoniosa.
5.
O QUE MAIS ADMIRA NA EMPRESA/ORGANIZAÇÃO EM QUE ESTÁ?
O que mais admiro na Presight (empresa do Grupo G42) é a oportunidade de trabalhar na vanguarda da inovação global nos campos da inteligência artificial e da tecnologia avançada. Como líder global em IA e análise de big data, a Presight está a impulsionar o crescimento transformador por meio de tecnologias de ponta que melhoram vidas, fortalecem cidades e apoiam o progresso nacional e internacional. É inspirador fazer parte de uma empresa que promove mudanças significativas no dia a dia e que também atua à escala global.
QUE RECOMENDAÇÕES DARIA A PORTUGAL E AOS SEUS EMPRESÁRIOS E GESTORES?
Aos empresários e gestores portugueses que consideram expandir os seus negócios ou investir nos Emirados Árabes Unidos, recomendaria uma abordagem estratégica, estruturada e sustentada por uma análise rigorosa do mercado. Este país oferece um ecossistema empresarial vibrante, com inúmeras oportunidades em setores emergentes e altamente competitivos. No entanto, para que essa entrada sejabem-sucedida, é fundamental compreender não apenas os aspetos económicos, mas também os cul
turais, legais e institucionais que regem o ambiente de negócios local.
É imperativo realizar estudos de mercado aprofundados, identificar os segmentos com maior potencial de crescimento e avaliar cuidadosamente os concorrentes já estabelecidos. A concorrência nos Emirados é sofisticada, exigente e, em muitos casos, tecnologicamente avançada, o que exige dos investidores portugueses um nível elevado de preparação e diferenciação.
Além disso, recomendo vivamente a cria ção de parcerias estratégicas com entidades locais sejam empresas, consultoras ou organismos governamentais , como forma de facilitar a entradano mercado, acelerar pro - cessos administrativos e garantir maior legitimidade junto dos stakeholders locais.
Acapacidade de adaptação, o respeito pelas normas culturais e a construção de relações de confiançasão elementos-chavepara o sucesso. Portugal tem talento, inovação e qualidade; o desafio está em saber posicio- nar-se estrategicamente num mercado que valoriza excelência, agilidade e visão global.
7.
EM QUE SETORES DO PAIS ONDE VIVE PODERÃO AS EMPRESAS PORTUGUESAS ENCONTRAR CLIENTES?
Nos Emirados Árabes Unidos, as empresas portuguesas têm àsua disposição umleque diversificado de setores com elevado potencial de negócio.
Destaco, em primeiro lugar, o setor tecnológico, com especial ênfase para a inteligência artificial, análise de dados, ciberse-
gurança, soluções digitais e automação de processos. Este é um dos pilares da estratégia nacional dos Emirados, com investimentos robustos e uma procura constante por soluções inovadoras.
O setor do desporto também apresenta oportunidades relevantes, não apenas na construção e gestão de infraestruturas, mas também na formação, consultoria técnica e organização de eventos.
O retalho especializado, sobretudo em nichos de mercado como produtos gourmet, moda sustentável, design e artesanato de qualidade, tem vindo a ganhar espaço entre consumidores exigentes e cosmopolitas.
Por fim, as energias renováveis representam umaáreade crescimento estratégico, ali nhadacom os compromissos ambientais do país e com atransição energética em curso.
A chave para o sucesso reside na capacidade de oferecer soluções diferen
ciadas, sustentáveis e adaptadas às necessidades locais, com uma abordagem que combine inovação, qualidade e sensibilidade cultural.
8.
EM QUE SETORES DE PORTUGAL PODERIAM AS EMPRESAS DO PAÍS ONDE ESTÁ QUERER INVESTIR?
Portugal é cada vez mais reconhecido como um destino atrativo para investimento estrangeiro, e os Emirados Árabes Unidos não são exceção.
As empresas emiratis têm demonstrado interesse crescente em setores como tecnologia nomeadamente "smart cities", segurança urbana, ges
tão de dados, "fintech", mobilidade inteligente e soluções para cidades resilientes.
A área da energia, com destaque para as renováveis, é outro campo de grande interesse, especialmente tendo em conta o know-how português emprojetos de energia solar, eólica e hídrica.
O turismo, por sua vez, continua a ser um dos setores mais promissores, não apenas pela beleza natural e riqueza cultural de Portugal, mas também pela capacidade de oferecer experiências autênticas, sustentáveis e de elevada qualidade.
Portugal pode posicionar-se como um parceiro estratégico para empresas dos Emirados que procuram expandir-se na Europa, beneficiando de um ambiente político estável, mão de obra qualificada, excelente infraestrutura e umalocaliza- ção geográfica privilegiada.
QUAL A VANTAGEM COMPETITIVA DO PAÍS EM QUE ESTÁ QUE PODERIA SER REPLICADA EM PORTUGAL?
Os Emirados Árabes Unidos possuem várias vantagens competitivas que poderiam servir de inspiração para Portugal.
Aprimeiraéaagilidade na tomada dede- cisões, com processos administrativos simplificados, objetivos claros e uma cultura de execução eficaz. Esta capacidade de agir com rapidez e precisão é essencial num mundo empresarial cada vez mais dinâmico.
A segunda vantagem é a excelência na infraestrutura de transportes e comunicações, que permite uma conectividade fluida entre regiões e países, facilitando o comércio, o turismo e a mobilidade de talentos.
Aterceira é a aposta contínua e estratégica na inovação, com investimentos significativos em educação, ciência, tecnologia e empreendedorismo.
Por fim, o posicionamento geoestraté- gico dos Emirados, como ponto de ligação entre o Oriente e o Ocidente, é explorado de forma exemplar.
Portugal, com a sualocalização privilegiada entre Europa, África e Américas, tem potencial para se tornar um "hub" de excelência, desde que invistanumavisão estratégica de longo prazo, promova a colaboração público-privada e aposte na capacitação e retenção de talento.
Em suma, replicar esse modelo de integração, conexão e visão estratégica seria uma oportunidade valiosapara o nosso país, poderiareforçar a competitividade nacional e posicionar o país como um parceiro global de referência, salvaguardando evidentemente os contrastes sociais e culturais.
10.
PENSA VOLTAR PARA PORTUGAL? PORQUÊ?
Sim, num futuro não muito longínquo, apesar de me sentir bem neste país. Portugal é onde estão as minhas raízes, aminhafamí- lia e os meus amigos. Gostaria de repartir o meu tempo entre Portugal e os Emirados Árabes Unidos, conciliando o melhor dos dois mundos.
cv
Duas décadas a lidar com multinacionais
ATIVIDADE
Francisco Leal Gonçalves vive há mais de 13 anos nos Emirados Árabes Unidos, onde desenvolveu uma carreira internacional como executivo sénior e estratega comercial. Atual- mente é Diretor Regional para África e América Latina na Presight (Grupo G42), liderando projetos de transformação digital com foco em Big Data e Inteligência Artificial, voltados para governos e setores estratégicos. Ao longo de mais de duas décadas, teve oportunidade de trabalhar em empresas multinacionais como Microsoft, Oracle, Vodafone, APC by Schneider Electric e Coniq, sempre com foco em gerar impacto real em projetos complexos. Tem conduzido negociações ao mais alto nível com líderes governamentais em diversos países, o que reforçou a sua experiência em mercados emergentes e consolidou uma rede de contactos estratégica.