Numa reunião com a associação do setor, a APCRI - Associação Portuguesa de Capital de Risco, que se realizou esta quarta-feira na Cuatrecasas, Gonçalo Regalado, presidente do Banco Português de Fomento (BPF), apresentou alguns dados do "Fundo de Fundos" e de como iria ser ope- racionalizado.
As sociedade de capital de risco presentes na reunião estão a contar que este instrumento financeiro chegue ao mercado no terceiro trimestre e esperam mesmo que já em setembro possam candidatar-se.
No entanto, o Banco de Fomento apenas garante que "vamos trabalhar com o sector do capital de investimento para termos o Fundo de Fundos disponível no segundo semestre para o mercado e as Empresas não terem nenhuma disrupção de oferta na transição do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência)".
Tratando-se de um "fundo de fundos" significa que o Banco de Fomento não investe diretamen- te nas empresas, mas sim em outros fundos de investimento (capital de risco/venture capital) que, por sua vez, investem nas PME e em empresas maiores. O método será em Open Cali, como faz o Banco Europeu de Investimento (BEI) e do Fundo Europeu de Investimento (FEI), Isto é, não têm período de candidatura (para "abrir, candidatar e encerrar"), será em função das melhores estratégias de investimento que o BPF vai alocando as verbas.
Uma Open Cali (ou Convite à Apresentação de Propostas) é um processo público e competitivo para selecionar parceiros que irão gerir fundos. Todas as candidaturas recebidas até uma determinada data são avaliadas em conjunto. Se o orçamento total de uma linha de financiamento se esgotar nas primeiras rondas, os candidatos tardios perdem a oportunidade. Neste sentido, há uma vantagem em "ser rápido", mas não é uma garantia de seleção.
O responsável pelo banco soberano irá agora reunir-se com o Ministério da Economia, com este instrumento financeiro na agenda da reunião, apurou o Jornal Económico.
O Governo português, em conjunto com o Banco Português de Fomento, anunciou em outubro do ano passado a preparação de um novo "Fundo de Fundos". Este instrumento financeiro visa capitalizar empresas no pós-PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) e consiste num instrumento financeiro para dar continuidade ao Fundo de Capitalização e Resiliência no pós-PRR.
Na conferência anual da APCRI, em outubro do ano passado, o Ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, anunciou que o novo "fundo de fundos" deverá replicar "práticas de mercado das parcerias de capital". O objetivo é replicar "as práticas de mercado das parcerias de capital com o grupo BEI/FEI, promovendo a capacitação do ecossistema nacional de capital de risco", disse na altura o Ministro da Economia e Coesão Territorial.
De acordo com o governante, em causa está "um fundo de fundos, estruturante e recorrente, que, sob gestão do grupo BPF, possa dar continuidade à missão do Fundo de Capitalização e Resiliência - centrado na capitalização do tecido empresarial".
Numa entrevista em fevereiro ao "Eco", Lurdes Gramaxo, Presidente da Investors Portugal, dizia que o setor aguarda o arranque de um fundo de fundos do Banco Português de Fomento. "Dos contactos que temos tido na Investors Portugal, tudo indica que haverá novidades para o segundo semestre de 2026. Aguardamos com muita expectativa pelas novidades e estamos, como sempre, totalmente abertos para colaborar com os decisores públicos sobre o desenho deste instrumento fundamental para o crescimento do setor", disse.
BPF alarga garantias pré- -aprovadas a 147 mil empresas
O Banco Português de Fomento (BPF) anunciou esta quarta- -feira a renovação e expansão da iniciativa das Garantias Pré-Aprovadas, alargando o apoio a mais de 147 mil empresas em todo o país. A medida representa um reforço significativo do financiamento disponível, com um montante potencial superior a 41 mil milhões de euros, anuncia o banco soberano.
Apenas um ano após o lançamento da iniciativa, em março de 2025, o BPF já enviou Garantias Pré-Aprovadas a 125 mil empresas, num total de 24 mil milhões de euros disponíveis. Foram contratadas mais de 17 mil operações de financiamento, num montante global superior a 4 mil milhões de euros. O valor das garantias emitidas ultrapassa os 2 mil milhões de euros, tendo beneficiado direta- mente mais de 15 mil empresas.
Com a renovação da iniciativa, o BPF reenviou agora as garantias pré-aprovadas às empresas inicialmente abrangidas, mas que não as ativaram até agora (cerca de 110 mil), tendo ainda alargado essas garantias a mais 37 mil empresas.
Citado no comunicado, o presidente executivo (CEO) do BPF, Gonçalo Regalado, considera que os resultados alcançados "demonstram a capacidade do banco soberano para antecipar e responder de forma concreta às necessidades das empresas e da economia, assumindo-se como um instrumento estratégico ao serviço do país".
"Este modelo traduz uma mudança estrutural na forma como atuamos, colocando o banco no terreno, ao lado dos empresários, com soluções que reduzem barreiras no acesso ao financiamento e criam condições imediatas para que mais empresas possam investir, crescer e competir".
As sociedade de capital de risco presentes na reunião estão a contar que este instrumento financeiro chegue ao mercado no terceiro trimestre e esperam mesmo que já em setembro possam candidatar-se.
No entanto, o Banco de Fomento apenas garante que "vamos trabalhar com o sector do capital de investimento para termos o Fundo de Fundos disponível no segundo semestre para o mercado e as Empresas não terem nenhuma disrupção de oferta na transição do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência)".
Tratando-se de um "fundo de fundos" significa que o Banco de Fomento não investe diretamen- te nas empresas, mas sim em outros fundos de investimento (capital de risco/venture capital) que, por sua vez, investem nas PME e em empresas maiores. O método será em Open Cali, como faz o Banco Europeu de Investimento (BEI) e do Fundo Europeu de Investimento (FEI), Isto é, não têm período de candidatura (para "abrir, candidatar e encerrar"), será em função das melhores estratégias de investimento que o BPF vai alocando as verbas.
Uma Open Cali (ou Convite à Apresentação de Propostas) é um processo público e competitivo para selecionar parceiros que irão gerir fundos. Todas as candidaturas recebidas até uma determinada data são avaliadas em conjunto. Se o orçamento total de uma linha de financiamento se esgotar nas primeiras rondas, os candidatos tardios perdem a oportunidade. Neste sentido, há uma vantagem em "ser rápido", mas não é uma garantia de seleção.
O responsável pelo banco soberano irá agora reunir-se com o Ministério da Economia, com este instrumento financeiro na agenda da reunião, apurou o Jornal Económico.
O Governo português, em conjunto com o Banco Português de Fomento, anunciou em outubro do ano passado a preparação de um novo "Fundo de Fundos". Este instrumento financeiro visa capitalizar empresas no pós-PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) e consiste num instrumento financeiro para dar continuidade ao Fundo de Capitalização e Resiliência no pós-PRR.
Na conferência anual da APCRI, em outubro do ano passado, o Ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, anunciou que o novo "fundo de fundos" deverá replicar "práticas de mercado das parcerias de capital". O objetivo é replicar "as práticas de mercado das parcerias de capital com o grupo BEI/FEI, promovendo a capacitação do ecossistema nacional de capital de risco", disse na altura o Ministro da Economia e Coesão Territorial.
De acordo com o governante, em causa está "um fundo de fundos, estruturante e recorrente, que, sob gestão do grupo BPF, possa dar continuidade à missão do Fundo de Capitalização e Resiliência - centrado na capitalização do tecido empresarial".
Numa entrevista em fevereiro ao "Eco", Lurdes Gramaxo, Presidente da Investors Portugal, dizia que o setor aguarda o arranque de um fundo de fundos do Banco Português de Fomento. "Dos contactos que temos tido na Investors Portugal, tudo indica que haverá novidades para o segundo semestre de 2026. Aguardamos com muita expectativa pelas novidades e estamos, como sempre, totalmente abertos para colaborar com os decisores públicos sobre o desenho deste instrumento fundamental para o crescimento do setor", disse.
BPF alarga garantias pré- -aprovadas a 147 mil empresas
O Banco Português de Fomento (BPF) anunciou esta quarta- -feira a renovação e expansão da iniciativa das Garantias Pré-Aprovadas, alargando o apoio a mais de 147 mil empresas em todo o país. A medida representa um reforço significativo do financiamento disponível, com um montante potencial superior a 41 mil milhões de euros, anuncia o banco soberano.
Apenas um ano após o lançamento da iniciativa, em março de 2025, o BPF já enviou Garantias Pré-Aprovadas a 125 mil empresas, num total de 24 mil milhões de euros disponíveis. Foram contratadas mais de 17 mil operações de financiamento, num montante global superior a 4 mil milhões de euros. O valor das garantias emitidas ultrapassa os 2 mil milhões de euros, tendo beneficiado direta- mente mais de 15 mil empresas.
Com a renovação da iniciativa, o BPF reenviou agora as garantias pré-aprovadas às empresas inicialmente abrangidas, mas que não as ativaram até agora (cerca de 110 mil), tendo ainda alargado essas garantias a mais 37 mil empresas.
Citado no comunicado, o presidente executivo (CEO) do BPF, Gonçalo Regalado, considera que os resultados alcançados "demonstram a capacidade do banco soberano para antecipar e responder de forma concreta às necessidades das empresas e da economia, assumindo-se como um instrumento estratégico ao serviço do país".
"Este modelo traduz uma mudança estrutural na forma como atuamos, colocando o banco no terreno, ao lado dos empresários, com soluções que reduzem barreiras no acesso ao financiamento e criam condições imediatas para que mais empresas possam investir, crescer e competir".