As últimas semanas têm sido de grandes mudanças para o setor automóvel. Há desafios globais e algumas boas notícias para Portugal.
Em março, foi anunciado que o novo modelo de automóvel elétrico da Volkswagen, o ID.EVERY1, que promete ser um game changer europeu, vai ser fabricado em Portugal. Foi também anunciado pela Comissão Europeia o Plano de Ação para impulsionar a inovação, sustentabilidade e competitividade no setor automóvel europeu. Alguns dias antes, foi a CALB – China Aviation Lithium Battery a divulgar um grande investimento numa gigafábrica em Sines, dedicada ao fabrico de baterias para veículos elétricos. Estes anúncios, entre outros, demonstram a atratividade de Portugal enquanto destino de investimento no setor automóvel e um elo importante da respetiva cadeia de valor.
Helder Barata Pedro, Secretário-geral da Associação Automóvel de Portugal (ACAP) defende que a “transição energética e renovação do parque automóvel são os principais desafios do setor”. Para José Couto, presidente da Associação Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA), “a vocação deste cluster é claramente exportadora, o que impõe escolher um caminho onde permanentemente se têm de comparar com os melhores.” Já Jorge Rosa, Presidente da Mobinov afirma que “Portugal tem um forte potencial de crescimento na Europa, especialmente em países com elevada adoção de tecnologias sustentáveis” destacando a Alemanha, Franca e os países nórdicos.
O destaque desta edição da revista Portugalglobal faz o retrato deste setor em transformação e apresenta alguns casos de sucesso da indústria portuguesa: Almadesign, Bosch, Couro Azul, Critical TechWorks, i-charging, Infinite Foundry, Optimal Group, Simoldes e Sodecia.
O mercado em análise é a Alemanha, um parceiro estratégico em mudança acelerada. Poucos países desenvolvidos tiveram tamanha alteração de circunstâncias socioeconómicas como a Alemanha no passado recente. Depois de décadas de aposta na transição energética que os ex-chanceleres Schröder e Merkel promoveram, nomeadamente através da aposta centrada nas energias renováveis, e de alguns anos de Zeitenwende – um sentido de urgência histórica na mudança de tempos, proposta pelo ainda chanceler Scholz –, eis que chegamos a uma nova realidade.
Leia a revista completa aqui.