As exportações portuguesas de bens e serviços cresceram 5,5% nos primeiros sete meses de 2026, para 82,8 mil milhões de euros, face ao mesmo período de 2025, de acordo com dados do Banco de Portugal divulgados a 18 de setembro.
No mesmo período, as importações aumentaram 9,3%, para 83,7 mil milhões de euros, conduzindo a um défice da balança comercial de bens e serviços de 872,1 milhões de euros, face a um excedente de 1,9 mil milhões de euros no período homólogo. A taxa de cobertura das importações pelas exportações situou-se em 99%, menos 3,6 pontos percentuais do que um ano antes.
Em julho, as exportações de bens e serviços atingiram 13,9 mil milhões de euros, mais 5,7% em termos homólogos e 11,4% face a junho. As importações totalizaram 13 mil milhões de euros, aumentando 9,1% em termos homólogos e 2% em cadeia. O excedente mensal da balança comercial foi de 867,7 milhões de euros.
Espanha mantém liderança nas exportações
Entre janeiro e julho, a União Europeia representou 65,2% das exportações portuguesas de bens e serviços, com um crescimento de 5,5%. Os mercados extracomunitários, que representaram 34,8% das exportações, cresceram 5,4%.
Espanha manteve-se como principal destino das exportações portuguesas, com uma quota de 19,6%, seguida da Alemanha (11,9%) e de França (11,3%). O Reino Unido, com 8,1%, foi o principal mercado extracomunitário e o quarto destino global, enquanto os Estados Unidos representaram 7,2%.
Em valor, as exportações para Espanha aumentaram 955,3 milhões de euros, para a Alemanha 531,8 milhões e para o Brasil 259 milhões, correspondendo a crescimentos homólogos de 6,3%, 5,7% e 13,8%, respetivamente.
Nas importações, a União Europeia representou 74,2% do total, enquanto os países terceiros responderam por 25,8%. Espanha foi também o principal fornecedor de Portugal, com uma quota de 31,2%, seguida da Alemanha, com 11,7%, e de França, com 7,6%.
Máquinas e aparelhos ganham peso nas exportações
Por categorias, Viagens e Turismo continuou a ser a principal componente das exportações, com 20% do total, seguida de Máquinas e Aparelhos (9,7%) e Transportes (8,1%).
As exportações de Máquinas e Aparelhos aumentaram 710 milhões de euros, ou 9,7%, enquanto as exportações de Químicos recuaram 1,3 mil milhões de euros, uma redução de 28,8%, sobretudo devido à diminuição das exportações de produtos farmacêuticos.
Do lado das importações, destacaram-se Máquinas e Aparelhos, com 16,1% do total, Veículos e Outro Material de Transporte, com 12,2%, e Químicos, com 9,6%.
Os maiores aumentos nas importações registaram-se nas Máquinas e Aparelhos, nos Combustíveis Minerais e nos Veículos e Outro Material de Transporte.
Os dados do Banco de Portugal mostram, assim, uma evolução positiva das exportações portuguesas no acumulado até julho, embora acompanhada por um crescimento mais acelerado das importações e pela passagem de um excedente para um défice da balança comercial no conjunto dos primeiros sete meses do ano.
A próxima divulgação do Banco de Portugal, relativa ao comércio internacional de bens e serviços de janeiro a agosto de 2026, está prevista para 20 de outubro de 2026.
Fonte: Banco de Portugal, 18 de setembro de 2026.