As exportações portuguesas de bens e serviços aumentaram 5,7% entre janeiro e agosto de 2026, em termos homólogos, atingindo 95 mil milhões de euros, segundo dados do Banco de Portugal divulgados a 20 de outubro. No mesmo período, as importações cresceram 9,2%, para 94,4 mil milhões de euros, reduzindo o excedente da balança comercial para 636,5 milhões de euros.
Em agosto, as exportações totalizaram 12,2 mil milhões de euros, mais 6,9% do que no mesmo mês de 2025, mas menos 12,1% do que em julho. As importações ascenderam a 10,7 mil milhões de euros, registando um aumento homólogo de 8,3% e uma descida mensal de 17,8%. O saldo comercial foi positivo em 1,5 mil milhões de euros, menos 35,2 milhões do que um ano antes.
Principais mercados
A União Europeia absorveu 65,1% das exportações portuguesas de bens e serviços nos primeiros oito meses do ano, com um crescimento homólogo de 5,6%. Os mercados extracomunitários representaram 34,9% do total e cresceram 5,8%.
Espanha foi o principal destino das exportações, com uma quota de 19,4%, seguida da Alemanha (11,7%) e de França (11,6%). O Reino Unido foi o principal mercado extracomunitário, com 8,2% do total, ocupando o quarto lugar no conjunto dos destinos. Os Estados Unidos representaram 7,3%.
Entre os aumentos mais expressivos das exportações destacaram-se Espanha, com mais 1,2 mil milhões de euros, Alemanha, com mais 565,9 milhões, e Estados Unidos, com mais 359,6 milhões.
Do lado das importações, a União Europeia representou 74,1% do total, enquanto os países terceiros corresponderam a 25,9%. Espanha manteve-se como principal fornecedor de Portugal, com uma quota de 31,3%, seguida da Alemanha (11,6%) e de França (7,5%). Salientaram-se os aumentos das importações provenientes de Espanha, em 2,3 mil milhões de euros, e dos Países Baixos, em 1,4 mil milhões.
Viagens e turismo lideram exportações
Por categorias, as viagens e turismo foram a principal rubrica exportadora, representando 22,1% do total, seguidas das máquinas e aparelhos (9,4%) e dos transportes (8%).
As exportações de máquinas e aparelhos aumentaram 841,1 milhões de euros, enquanto as de produtos químicos recuaram 1,4 mil milhões de euros. Nas importações, as máquinas e aparelhos lideraram, com 15,9% do total, seguidas dos veículos e outro material de transporte (11,9%) e dos produtos químicos (9,6%).
Os maiores aumentos das importações verificaram-se nas máquinas e aparelhos, em 1,9 mil milhões de euros, e nos combustíveis minerais, em 1,5 mil milhões. Os produtos químicos registaram a maior quebra, com uma redução de 1,6 mil milhões de euros.
A divulgação dos dados relativos ao comércio internacional de bens e serviços referentes ao período de janeiro a setembro de 2026 está prevista para 19 de novembro.