Apesar das guerras que assolam o mundo, o turismo português deverá manter-se “em máximos históricos”, de acordo com o Anuário de Tendências 2026, realizado pelo Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo (IPDT), para o qual foram consultados 175 especialistas do sector.
O barómetro prevê que o país receba entre 31,1 e 34 milhões de hóspedes, geradores de 80,1 a 83 milhões de dormidas (versus 32,5 milhões e 82,1 milhões em 2025, respetivamente) e proveitos hoteleiros de €6,6 a €7 mil milhões. “Estamos claramente a entrar numa nova fase do turismo português, de maturidade e consolidação.
O crescimento continua, mas mais moderado, e já não com os saltos verificados em 2024 e 2025”, salienta Jorge Costa, presidente do IPDT, admitindo que as projeções poderão ter sido “cautelosas”, face ao cenário de turbulência internacional. A nova situação geopolítica, com a guerra no Irão, traz riscos de retração de viagens de longo curso do lado dos turistas norte-americanos, um mercado estratégico para Portugal?
Segundo Jorge Costa, existem “muitas variáveis” em jogo, incluindo “as decisões do Presidente dos EUA e a forma como tem gerido as relações internacionais”, mas enfatiza “o grau de satisfação destes turistas pelo nosso país, que não é considerado zona de insegurança”, e até antecipa que, “se não houver uma escalada do conflito, Portugal vai acabar por lucrar com a reorientação de viagens dos norte-americanos”, que se desviarão de ir a destinos como Dubai, Emirados Árabes, além de Tailândia ou Macau.
A situação já estar a afetar voos em destinos na Ásia, “mas a quebra que possamos ter de turistas asiáticos será compensada, e até ultrapassada, por outros mercados”, avança Jorge Costa, destacando que a guerra também está a impulsionar “uma procura elevada de alemães em Portugal”, a par de outros mercados tradicionais, como o Reino Unido. Há 25 anos a produzir estudos para o sector, o IPDT — Tourism Intelligence antecipa para o ano receitas turísticas globais na casa dos €30 mil milhões (foram €29,1 milhões em 2025), e apela a uma “melhor gestão“ de zonas em sobrecarga.
O barómetro prevê que o país receba entre 31,1 e 34 milhões de hóspedes, geradores de 80,1 a 83 milhões de dormidas (versus 32,5 milhões e 82,1 milhões em 2025, respetivamente) e proveitos hoteleiros de €6,6 a €7 mil milhões. “Estamos claramente a entrar numa nova fase do turismo português, de maturidade e consolidação.
O crescimento continua, mas mais moderado, e já não com os saltos verificados em 2024 e 2025”, salienta Jorge Costa, presidente do IPDT, admitindo que as projeções poderão ter sido “cautelosas”, face ao cenário de turbulência internacional. A nova situação geopolítica, com a guerra no Irão, traz riscos de retração de viagens de longo curso do lado dos turistas norte-americanos, um mercado estratégico para Portugal?
Segundo Jorge Costa, existem “muitas variáveis” em jogo, incluindo “as decisões do Presidente dos EUA e a forma como tem gerido as relações internacionais”, mas enfatiza “o grau de satisfação destes turistas pelo nosso país, que não é considerado zona de insegurança”, e até antecipa que, “se não houver uma escalada do conflito, Portugal vai acabar por lucrar com a reorientação de viagens dos norte-americanos”, que se desviarão de ir a destinos como Dubai, Emirados Árabes, além de Tailândia ou Macau.
A situação já estar a afetar voos em destinos na Ásia, “mas a quebra que possamos ter de turistas asiáticos será compensada, e até ultrapassada, por outros mercados”, avança Jorge Costa, destacando que a guerra também está a impulsionar “uma procura elevada de alemães em Portugal”, a par de outros mercados tradicionais, como o Reino Unido. Há 25 anos a produzir estudos para o sector, o IPDT — Tourism Intelligence antecipa para o ano receitas turísticas globais na casa dos €30 mil milhões (foram €29,1 milhões em 2025), e apela a uma “melhor gestão“ de zonas em sobrecarga.