A empresa de Vila Nova de Gaia dá novos passos para colaborar com a Dassault Aviation no setor do Espaço e na Defesa na produção de componentes para os caças Rafale ou Eurofighter.
Aprodutora de motores de foguetão Hypermetal levantou três milhões de euros e está a dar novos passos para futuros projetos com a francesa Dassault Aviation, tanto na área do Espaço, para o veículo orbital Vortex, como na Defesa, com os caças. A empresa está ainda a desenvolver um projeto na área da fusão nuclear com o Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear e o INEGI, com financiamento do Portugal 2030.
Até ao final de fevereiro, a empresa de Vila Nova de Gaia tinha intenção de levantar 5 milhões de euros de capital para alimentar o seu projeto de crescimento. “Optamos por um financiamento faseado. Fechamos uma tranche de três milhões com os investidores Inspire Capital e a RHC Capital, que nos permite executar a fase atual do plano” de negócio, adianta Afonso Nogueira, CEO da Hypermetal, ao ECO/eRadar. O montante angariado está “alinhado com as necessidades reais da empresa neste momento, sendo que o pipeline de projetos em curso deverá suportar naturalmente as fases seguintes de investimento, que culminam nos cinco milhões, senão será feita uma nova ronda”, justifica.
“À partida não será necessário o levantamento dos cinco milhões”, acredita o CEO, com base na evolução que a empresa tem vindo a registar em termos de negócio. “Estamos a executar projetos no âmbito de fornecimento de grandes grupos e temos processos de qualificação adicionais em curso”, adianta Afonso Nogueira. “Nesta fase inicial não posso ainda divulgar os nomes destes grandes players, mas estamos a falar em aplicações diferentes, alguns na defesa, como no setor civil, além do espacial”, diz, sem mais detalhes. Fizemos o nosso caminho e crescemos no espaço, mas agora estamos a ser muito puxados para aplicações de defesa e, neste momento, dentro do pipeline que temos provavelmente a defesa será o nosso setor principal. Afonso Nogueira CEO da Hypermetal A empresa tem vindo desde o seu arranque a fazer um percurso no setor espacial, sobretudo na área de produção de sistemas de propulsão para lançadores, área que representa mais de 70% da faturação da Hypermetal.
“O que temos estado a trabalhar agora, além da continuação dos projetos com os clientes já existentes, é mais diretamente o espaço institucional. Entrámos em dois consórcios para responder a ITT [convites para apresentar propostas] da Agência Espacial Europeia (ESA), e estamos a integrar outros dois para responder a GSTP (General Support Technology Programme). Todos consórcios europeus”, refere. Mas o setor da Defesa está a ganhar terreno. “Fizemos o nosso caminho e crescemos no espaço, mas agora estamos a ser muito puxados para aplicações de defesa e, neste momento, dentro do pipeline que temos provavelmente a defesa será o nosso setor principal”, admite Afonso Nogueira.
“Continuamos a trabalhar de forma próxima com a AED Cluster e com a IdD Portugal Defence para mostrar como é que a indústria nacional pode suportar estes processos de industrialização local, dos grandes investimentos que Portugal está a fazer, sobretudo na área da defesa, mas também no espaço”, refere. Neste campo, a empresa tem mantido conversas com a francesa Dassault Aviation, depois de um primeiro contacto durante o Industry Day organizado pela embaixada de França em Portugal. “Temos um projeto muito interessante — ainda não fazemos parte do consórcio, mas estamos convidados —, o Vortex, um veículo espacial reutilizável, que irá ter várias aplicações em que faz sentido as nossas capacidades”, refere Afonso Nogueira. “Estamos a ser auscultados para fazer parte do consórcio, sendo que este só será definido no segundo semestre deste ano”, diz. Mas as conversas com a empresa francesa estão a alargar-se ao setor da defesa.
“Eles também têm interesse em trabalhar connosco, como solução local para fabrico de componentes e para operações de manutenção, caso Portugal venha a comprar os [caças] Rafale ou Eurofighter. Eles têm incentivo em procurar soluções nacionais de industrialização que possam retornar ao país, e aí também poderá haver uma possibilidade de colaboração, caso Portugal opte por uma dessas soluções”, adianta. O processo de renovação dos caças F-16 em fim de ciclo da Força Aérea ainda não avançou, segundo adiantou esta semana Nuno Melo, ministro da Defesa, numa audição na Comissão de Defesa no Parlamento. Este equipamento militar não foi incluído na proposta portuguesa para o empréstimo europeu SAFE para compras de defesa, no qual Portugal garantiu uma fatia de 5,8 mil milhões de euros. Eles [Dassault Aviation] também têm interesse em trabalhar connosco, como solução local para fabrico de componentes e para operações de manutenção, caso Portugal venha a comprar os [caças] Rafale ou Eurofighter. Eles têm incentivo em procurar soluções nacionais de industrialização que possam retornar ao país, e aí também poderá haver uma possibilidade de colaboração, caso Portugal opte por uma dessas soluções.
Afonso Nogueira CEO da Hypermetal Projeto de 1,447 milhões para fusão nuclear “A Europa está a investir fortemente na fusão nuclear. Nós conseguimos um projeto para desenvolver a capacidade industrial em materiais críticos para algumas aplicações dentro do Tokamak [dispositivo experimental para a produção da fusão nuclear do Inter, entidade que reúne 34 países na produção de energia nuclear com este dispositivo] e nós lideramos um projeto de I&D, no âmbito do Portugal 2030, focado na fabricação aditiva de tungstênio para aplicações de fusão nuclear, em consórcio com o Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN) e com o INEGI”, refere Afonso Nogueira. O projeto TAMFA, no valor de 1,447 milhões, foi financiado em 970 mil euros pelo fundo europeu, tendo entrega prevista a três anos.
Aprodutora de motores de foguetão Hypermetal levantou três milhões de euros e está a dar novos passos para futuros projetos com a francesa Dassault Aviation, tanto na área do Espaço, para o veículo orbital Vortex, como na Defesa, com os caças. A empresa está ainda a desenvolver um projeto na área da fusão nuclear com o Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear e o INEGI, com financiamento do Portugal 2030.
Até ao final de fevereiro, a empresa de Vila Nova de Gaia tinha intenção de levantar 5 milhões de euros de capital para alimentar o seu projeto de crescimento. “Optamos por um financiamento faseado. Fechamos uma tranche de três milhões com os investidores Inspire Capital e a RHC Capital, que nos permite executar a fase atual do plano” de negócio, adianta Afonso Nogueira, CEO da Hypermetal, ao ECO/eRadar. O montante angariado está “alinhado com as necessidades reais da empresa neste momento, sendo que o pipeline de projetos em curso deverá suportar naturalmente as fases seguintes de investimento, que culminam nos cinco milhões, senão será feita uma nova ronda”, justifica.
“À partida não será necessário o levantamento dos cinco milhões”, acredita o CEO, com base na evolução que a empresa tem vindo a registar em termos de negócio. “Estamos a executar projetos no âmbito de fornecimento de grandes grupos e temos processos de qualificação adicionais em curso”, adianta Afonso Nogueira. “Nesta fase inicial não posso ainda divulgar os nomes destes grandes players, mas estamos a falar em aplicações diferentes, alguns na defesa, como no setor civil, além do espacial”, diz, sem mais detalhes. Fizemos o nosso caminho e crescemos no espaço, mas agora estamos a ser muito puxados para aplicações de defesa e, neste momento, dentro do pipeline que temos provavelmente a defesa será o nosso setor principal. Afonso Nogueira CEO da Hypermetal A empresa tem vindo desde o seu arranque a fazer um percurso no setor espacial, sobretudo na área de produção de sistemas de propulsão para lançadores, área que representa mais de 70% da faturação da Hypermetal.
“O que temos estado a trabalhar agora, além da continuação dos projetos com os clientes já existentes, é mais diretamente o espaço institucional. Entrámos em dois consórcios para responder a ITT [convites para apresentar propostas] da Agência Espacial Europeia (ESA), e estamos a integrar outros dois para responder a GSTP (General Support Technology Programme). Todos consórcios europeus”, refere. Mas o setor da Defesa está a ganhar terreno. “Fizemos o nosso caminho e crescemos no espaço, mas agora estamos a ser muito puxados para aplicações de defesa e, neste momento, dentro do pipeline que temos provavelmente a defesa será o nosso setor principal”, admite Afonso Nogueira.
“Continuamos a trabalhar de forma próxima com a AED Cluster e com a IdD Portugal Defence para mostrar como é que a indústria nacional pode suportar estes processos de industrialização local, dos grandes investimentos que Portugal está a fazer, sobretudo na área da defesa, mas também no espaço”, refere. Neste campo, a empresa tem mantido conversas com a francesa Dassault Aviation, depois de um primeiro contacto durante o Industry Day organizado pela embaixada de França em Portugal. “Temos um projeto muito interessante — ainda não fazemos parte do consórcio, mas estamos convidados —, o Vortex, um veículo espacial reutilizável, que irá ter várias aplicações em que faz sentido as nossas capacidades”, refere Afonso Nogueira. “Estamos a ser auscultados para fazer parte do consórcio, sendo que este só será definido no segundo semestre deste ano”, diz. Mas as conversas com a empresa francesa estão a alargar-se ao setor da defesa.
“Eles também têm interesse em trabalhar connosco, como solução local para fabrico de componentes e para operações de manutenção, caso Portugal venha a comprar os [caças] Rafale ou Eurofighter. Eles têm incentivo em procurar soluções nacionais de industrialização que possam retornar ao país, e aí também poderá haver uma possibilidade de colaboração, caso Portugal opte por uma dessas soluções”, adianta. O processo de renovação dos caças F-16 em fim de ciclo da Força Aérea ainda não avançou, segundo adiantou esta semana Nuno Melo, ministro da Defesa, numa audição na Comissão de Defesa no Parlamento. Este equipamento militar não foi incluído na proposta portuguesa para o empréstimo europeu SAFE para compras de defesa, no qual Portugal garantiu uma fatia de 5,8 mil milhões de euros. Eles [Dassault Aviation] também têm interesse em trabalhar connosco, como solução local para fabrico de componentes e para operações de manutenção, caso Portugal venha a comprar os [caças] Rafale ou Eurofighter. Eles têm incentivo em procurar soluções nacionais de industrialização que possam retornar ao país, e aí também poderá haver uma possibilidade de colaboração, caso Portugal opte por uma dessas soluções.
Afonso Nogueira CEO da Hypermetal Projeto de 1,447 milhões para fusão nuclear “A Europa está a investir fortemente na fusão nuclear. Nós conseguimos um projeto para desenvolver a capacidade industrial em materiais críticos para algumas aplicações dentro do Tokamak [dispositivo experimental para a produção da fusão nuclear do Inter, entidade que reúne 34 países na produção de energia nuclear com este dispositivo] e nós lideramos um projeto de I&D, no âmbito do Portugal 2030, focado na fabricação aditiva de tungstênio para aplicações de fusão nuclear, em consórcio com o Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN) e com o INEGI”, refere Afonso Nogueira. O projeto TAMFA, no valor de 1,447 milhões, foi financiado em 970 mil euros pelo fundo europeu, tendo entrega prevista a três anos.