Conselho de Ministros deu 'luz verde' ao prometido Plano Nacional de Centro de Dados, considerado "um ativo estratégico central" para reforçar a competitividade económica de Portugal.
O Governo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, o Plano Nacional de Centros de Dados, prevendo licenciamentos mais simples para atrair e fomentar o investimento nestas infraestruturas no país, com capacidade para criar 3.300 empregos diretos.
O anúncio foi feito pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, explicando que “Portugal tem condições únicas no acesso a energia renovável estável e segura e mais barata, com ligações com cabos submarinos e capacidade própria para ser uma grande potência em centros de dados”.
O governante adiantou ainda que Portugal “não quer ser [apenas] um parque de data centers. Isso não é um interesse estratégico.” O ministro da Presidência sublinhou que este esforço só compensará se o país conseguir “associar a isto uma indústria de serviços digitais”, ao mesmo tempo que mitigamos custos ambientais, controlamos a fatura energética, o consumo de água e a utilização dos nossos solos.
Para tudo isso é necessário um plano e uma estratégia, mas é preciso aproveitar a oportunidade.” O Governo identifica Portugal como um destino estratégico para o crescimento de centros de dados, num momento em que a procura global por estas infraestruturas está a crescer, impulsionada pela expansão da inteligência artificial. Num comunicado, o Executivo estima que a procura global por centros de dados está a ter um “crescimento anual de 41% no país, cerca do dobro da média europeia, enquanto os mercados tradicionais enfrentam limitações que poderão canalizar investimento para novas geografias”. Segundo o Governo, esta é uma janela de oportunidade limitada, que exige uma resposta rápida e coordenada.
O impacto económico calculado pelo executivo é significativo. Por cada gigawatt (GW) adicional de capacidade instalada, o Governo prevê um investimento inicial que poderá “atingir os oito mil milhões de euros em cinco anos, com retorno anual de 16 mil milhões de euros em operação, cerca de 5% a 6% do PIB”. O Plano Nacional de Centro de Dados deverá ainda criar aproximadamente 3.300 empregos diretos e gerar um efeito positivo de cerca de oito mil milhões de euros na balança comercial, estima o Governo.
O Governo divide o plano em quatro eixos estratégicos, a implementar entre 2026 e 2027, com o objetivo de transformar Portugal num hub europeu de centros de dados, garantindo ao mesmo tempo “soberania digital, atração de investimento estrangeiro e sustentabilidade ambiental e energética”. Regulação e governação: Prevê-se simplificar e coordenar os processos para investidores, reforçando o papel da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) como ponto único de contacto, revendo os processos de licenciamento, monitorizando continuamente os procedimentos e harmonizando critérios entre as entidades envolvidas, com reforço técnico para assegurar maior eficiência e segurança jurídica. Energia e infraestrutura: O plano prevê a identificação e desenvolvimento de zonas pré-instaladas, a integração com a rede elétrica e fontes renováveis, a promoção da eficiência energética e o reforço da cadeia de valor nacional, garantindo que os centros de dados se desenvolvam de forma sustentável e alinhada com os recursos do país.
Procura e posicionamento: Entre 2026 e 2027, Portugal pretende centralizar a procura pública através de um plano nacional de cloud soberana, reforçar a atração de investimento internacional e criar um ponto único de informação para investidores. Território e ecossistema: Este eixo contempla a integração de benefícios para as comunidades locais, o desenvolvimento de hubs tecnológicos e académicos, e a salvaguarda do uso futuro das infraestruturas, garantindo que a expansão dos centros de dados traga retorno económico e social às regiões envolvidas Luís Pedro Duarte, presidente da Associação Portuguesa de Centros de Dados, em declarações ao ECO, explica que “enquanto associação, vemos com bons olhos que seja estruturado um posicionamento que represente uma situação mais avançada do que iniciativas dispersas e isoladas.
A agregação num plano assinado pelo próprio Governo desperta-nos bastante interesse para o desenvolvimento do setor de forma regulada, o que se traduz em estabilidade, e essa estabilidade é um dos melhores ativos para o investimento”. O presidente da Portugal DC reitera que “estas são excelentes notícias e a associação mantém-se disponível, enquanto voz do setor , contando já com mais de 150 associados, para manter e criar pontos de diálogo com o Governo nas mais diversas áreas, seja na energia, no licenciamento ou na vertente ambiental”.
O Governo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, o Plano Nacional de Centros de Dados, prevendo licenciamentos mais simples para atrair e fomentar o investimento nestas infraestruturas no país, com capacidade para criar 3.300 empregos diretos.
O anúncio foi feito pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, explicando que “Portugal tem condições únicas no acesso a energia renovável estável e segura e mais barata, com ligações com cabos submarinos e capacidade própria para ser uma grande potência em centros de dados”.
O governante adiantou ainda que Portugal “não quer ser [apenas] um parque de data centers. Isso não é um interesse estratégico.” O ministro da Presidência sublinhou que este esforço só compensará se o país conseguir “associar a isto uma indústria de serviços digitais”, ao mesmo tempo que mitigamos custos ambientais, controlamos a fatura energética, o consumo de água e a utilização dos nossos solos.
Para tudo isso é necessário um plano e uma estratégia, mas é preciso aproveitar a oportunidade.” O Governo identifica Portugal como um destino estratégico para o crescimento de centros de dados, num momento em que a procura global por estas infraestruturas está a crescer, impulsionada pela expansão da inteligência artificial. Num comunicado, o Executivo estima que a procura global por centros de dados está a ter um “crescimento anual de 41% no país, cerca do dobro da média europeia, enquanto os mercados tradicionais enfrentam limitações que poderão canalizar investimento para novas geografias”. Segundo o Governo, esta é uma janela de oportunidade limitada, que exige uma resposta rápida e coordenada.
O impacto económico calculado pelo executivo é significativo. Por cada gigawatt (GW) adicional de capacidade instalada, o Governo prevê um investimento inicial que poderá “atingir os oito mil milhões de euros em cinco anos, com retorno anual de 16 mil milhões de euros em operação, cerca de 5% a 6% do PIB”. O Plano Nacional de Centro de Dados deverá ainda criar aproximadamente 3.300 empregos diretos e gerar um efeito positivo de cerca de oito mil milhões de euros na balança comercial, estima o Governo.
O Governo divide o plano em quatro eixos estratégicos, a implementar entre 2026 e 2027, com o objetivo de transformar Portugal num hub europeu de centros de dados, garantindo ao mesmo tempo “soberania digital, atração de investimento estrangeiro e sustentabilidade ambiental e energética”. Regulação e governação: Prevê-se simplificar e coordenar os processos para investidores, reforçando o papel da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) como ponto único de contacto, revendo os processos de licenciamento, monitorizando continuamente os procedimentos e harmonizando critérios entre as entidades envolvidas, com reforço técnico para assegurar maior eficiência e segurança jurídica. Energia e infraestrutura: O plano prevê a identificação e desenvolvimento de zonas pré-instaladas, a integração com a rede elétrica e fontes renováveis, a promoção da eficiência energética e o reforço da cadeia de valor nacional, garantindo que os centros de dados se desenvolvam de forma sustentável e alinhada com os recursos do país.
Procura e posicionamento: Entre 2026 e 2027, Portugal pretende centralizar a procura pública através de um plano nacional de cloud soberana, reforçar a atração de investimento internacional e criar um ponto único de informação para investidores. Território e ecossistema: Este eixo contempla a integração de benefícios para as comunidades locais, o desenvolvimento de hubs tecnológicos e académicos, e a salvaguarda do uso futuro das infraestruturas, garantindo que a expansão dos centros de dados traga retorno económico e social às regiões envolvidas Luís Pedro Duarte, presidente da Associação Portuguesa de Centros de Dados, em declarações ao ECO, explica que “enquanto associação, vemos com bons olhos que seja estruturado um posicionamento que represente uma situação mais avançada do que iniciativas dispersas e isoladas.
A agregação num plano assinado pelo próprio Governo desperta-nos bastante interesse para o desenvolvimento do setor de forma regulada, o que se traduz em estabilidade, e essa estabilidade é um dos melhores ativos para o investimento”. O presidente da Portugal DC reitera que “estas são excelentes notícias e a associação mantém-se disponível, enquanto voz do setor , contando já com mais de 150 associados, para manter e criar pontos de diálogo com o Governo nas mais diversas áreas, seja na energia, no licenciamento ou na vertente ambiental”.