O acordo comercial recentemente assinado pela União Europeia e a Índia, após quase vinte anos de negociações, visa criar uma área de livre comércio que abrange quase 2000 milhões de pessoas. Além disso, é um desafio modernizar a cooperação regulatória, simplificar os procedimentos aduaneiros e aprofundar os laços estratégicos.
Um dos seus principais marcos é a redução ou eliminação de tarifas sobre mais de 95% dos produtos, incluindo têxteis e couro, criando uma das maiores áreas de comércio preferencial do mundo. No entanto, os efeitos económicos serão modestos por agora, como demonstrado numa análise recente da Crédito y Caución, mas consolidarão ligações comerciais e investimento a longo prazo.
No que toca à Europa, os produtores europeus de maquinaria, eletrónica, farmacêutica e aeronáutica estão entre os principais beneficiários, já que a Índia irá reduzir tarifas entre 11% e 44% numa vasta gama de linhas de produtos. No setor automóvel, por exemplo, espera-se que a Índia elimine gradualmente as tarifas sobre componentes dentro de cinco a dez anos, o que poderá remodelar as cadeias de abastecimento e tornar a montagem local muito mais atrativa para os produtores europeus.
Entretanto, os retalhistas europeus beneficiarão de importações mais baratas de mercadorias como chá, especiarias e alimentos processados.
Além disso, o acordo abre 144 subsetores de serviços da União Europeia a empresas indianas. Os têxteis e o vestuário, a pedra angular do motor exportador da Índia, verão as tarifas europeias reduzidas a zero, o que deverá incentivar as exportações. O setor farmacêutico local será também um dos mais beneficiados, uma vez que as empresas poderão diversificar os seus mercados de exportação e ganhar uma posição na Europa.
"O acesso mais fácil e acessível ao próspero mercado europeu de consumidores levará os fabricantes indianos de têxteis, bens de consumo e alimentos e bebidas a adotarem as normas de qualidade, segurança e ESG da UE", afirma Meghna Nair, diretora dos Serviços de Risco da Atradius em Mumbai. "Essa mudança deverá melhorar tanto a qualidade dos produtos como a perceção internacional dos produtos indianos.", salienta.
O corredor UE-Índia representa uma grande oportunidade comercial, mas exigirá o desenvolvimento de estratégias de gestão de risco. De acordo com o mais recente Barómetro de Práticas de Pagamento para a Índia da Crédito y Caución, as faturas em atraso afetam quase dois terços de todas as vendas B2B. "Isto indica desafios significativos em termos de fluxo de caixa e risco de crédito dos clientes no mercado", afirma Silvia Ungaro, conselheira sénior e especialista em tendências de comportamento de pagamento business-to-business (B2B) na Atradius.
"À medida que o comércio transfronteiriço e a integração de fornecedores se expandem ao abrigo do acordo, os exportadores europeus terão de gerir cuidadosamente o risco para tirar partido do crescimento sem comprometer o fluxo de caixa e a estabilidade financeira", acrescenta Silvia Ungaro.
Um dos seus principais marcos é a redução ou eliminação de tarifas sobre mais de 95% dos produtos, incluindo têxteis e couro, criando uma das maiores áreas de comércio preferencial do mundo. No entanto, os efeitos económicos serão modestos por agora, como demonstrado numa análise recente da Crédito y Caución, mas consolidarão ligações comerciais e investimento a longo prazo.
No que toca à Europa, os produtores europeus de maquinaria, eletrónica, farmacêutica e aeronáutica estão entre os principais beneficiários, já que a Índia irá reduzir tarifas entre 11% e 44% numa vasta gama de linhas de produtos. No setor automóvel, por exemplo, espera-se que a Índia elimine gradualmente as tarifas sobre componentes dentro de cinco a dez anos, o que poderá remodelar as cadeias de abastecimento e tornar a montagem local muito mais atrativa para os produtores europeus.
Entretanto, os retalhistas europeus beneficiarão de importações mais baratas de mercadorias como chá, especiarias e alimentos processados.
Além disso, o acordo abre 144 subsetores de serviços da União Europeia a empresas indianas. Os têxteis e o vestuário, a pedra angular do motor exportador da Índia, verão as tarifas europeias reduzidas a zero, o que deverá incentivar as exportações. O setor farmacêutico local será também um dos mais beneficiados, uma vez que as empresas poderão diversificar os seus mercados de exportação e ganhar uma posição na Europa.
"O acesso mais fácil e acessível ao próspero mercado europeu de consumidores levará os fabricantes indianos de têxteis, bens de consumo e alimentos e bebidas a adotarem as normas de qualidade, segurança e ESG da UE", afirma Meghna Nair, diretora dos Serviços de Risco da Atradius em Mumbai. "Essa mudança deverá melhorar tanto a qualidade dos produtos como a perceção internacional dos produtos indianos.", salienta.
O corredor UE-Índia representa uma grande oportunidade comercial, mas exigirá o desenvolvimento de estratégias de gestão de risco. De acordo com o mais recente Barómetro de Práticas de Pagamento para a Índia da Crédito y Caución, as faturas em atraso afetam quase dois terços de todas as vendas B2B. "Isto indica desafios significativos em termos de fluxo de caixa e risco de crédito dos clientes no mercado", afirma Silvia Ungaro, conselheira sénior e especialista em tendências de comportamento de pagamento business-to-business (B2B) na Atradius.
"À medida que o comércio transfronteiriço e a integração de fornecedores se expandem ao abrigo do acordo, os exportadores europeus terão de gerir cuidadosamente o risco para tirar partido do crescimento sem comprometer o fluxo de caixa e a estabilidade financeira", acrescenta Silvia Ungaro.