De acordo com as expetativas dos analistas de research do Bankinter para o início de 2026 e anos seguintes, a economia portuguesa atravessa um bom momento. O PIB cresceu 2,4%, impulsionado principalmente pela aceleração do consumo privado e do Investimento. Já o consumo continuou apoiado por uma taxa de desemprego historicamente baixa e por uma inflação controlada perto de 2,3%, fatores que reforçaram a confiança e a capacidade de compra dos lares.
O investimento viu-se estimulado pelo avanço dos projetos vinculados ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e por um contexto de taxas de juros mais baixas. No setor exterior, a contribuição para o crescimento foi mais positiva do que no trimestre anterior. As exportações avançaram 1,2%, revertendo a queda observada no segundo trimestre, apoiadas tanto pela diminuição da incerteza relacionada com as tensões comerciais como pelo bom comportamento das exportações de serviços.
Por outro lado, as importações moderaram o seu crescimento até 3,7%, o que reflete uma menor preocupação em relação a possíveis interrupções nas cadeias de fornecimento. Neste contexto, a inflação exibiu um forte abrandamento: a taxa geral desceu para 2,2%, desde 2,8% registado em agosto.
No âmbito das Finanças Públicas, o país manteve um rigoroso controlo orçamental graças ao crescimento da arrecadação fiscal e controlo da despesa pública.
O rácio dívida pública/PIB continuou a reduzir-se, reforçando a credibilidade internacional do país e permitindo uma melhoria das condições de financiamento. Esta disciplina fiscal traduz-se em subidas de rating por parte de S&P (A+ desde A) e Fitch (A desde A-), assim como numa redução do spread da dívida portuguesa face à alemã até mínimos históricos.