A Inteligência Artificial (IA) está cada vez mais presente nas casas dos portugueses, mas a sua adoção é feita com pragmatismo, cautela e uma forte exigência de controlo. Esta é uma das principais conclusões do estudo “AI Home” da Samsung Eletronics, que analisa a relação dos portugueses com a tecnologia no lar e compara os resultados com outros países europeus e com a Coreia do Sul.
De acordo com este estudo, 72% dos portugueses já utilizam algum tipo de tecnologia inteligente em casa, um valor alinhado com a média europeia, mas abaixo da Coreia do Sul (80%). A maioria dos utilizadores nacionais adota a tecnologia de forma gradual: 42% utilizam apenas um a dois dispositivos inteligentes (utilizadores leves), enquanto 29% são considerados utilizadores médios, usando entre três a quatro equipamentos e, por fim, 29% são utilizadores avançados, usando cinco ou mais equipamentos conectados.
Tecnologia útil, simples e com impacto real no dia a dia
Em Portugal, a adoção de casa inteligentes é essencialmente funcional e utilitária. Os dispositivos mais utilizados refletem essa lógica prática, sendo que em Portugal, os utilizadores tendem a iniciar a adoção de tecnologia inteligente nas suas casas através dos seguintes equipamentos:
- Utilizadores leves: Aspiradores robôs (28%) e smart displays (22%)
- Utilizadores médios: Aspiradores robôs (53%) e iluminação inteligente (32%)
- Utilizadores avançados: Máquinas de lavar a roupa inteligentes (62%) e aspiradores robôs (57%)
Os dados mostram ainda que o lar português é visto como um espaço de bem-estar e modernidade, confortável e que dá palco a momentos de partilha entre amigos e família. As atividades que os portugueses continuam a privilegiar em casa continua a ser o consumo de conteúdos televisivos e de música, tendo o teletrabalho registado um crescimento sobretudo ao longo do ano de 2025.
Apesar de Portugal ainda não estar entre os países mais tecnologicamente avançados, o estudo revela que a população apresenta uma mentalidade aberta à inovação, desde que os benefícios sejam claros, simples e facilmente percetíveis.
O futuro da AI Home é a poupança energética
Quando olham para o futuro, os portugueses mostram-se recetivos: 69% dizem sentir-se preparados para adotar mais tecnologia baseada em IA e 64% acreditam que a sua utilização vai aumentar nos próximos dois anos. O conceito de uma “AI Home” é considerado apelativo por 71% dos inquiridos.
No entanto, o grande motor de adoção em Portugal ainda é a eficiência energética. Os três benefícios mais valorizados numa casa com IA são:
- Monitorização do consumo de energia (47%);
- Segurança (46%);
- Controlo da temperatura (25%).
Portugal destaca-se com um dos países mais motivados pela poupança energética, tanto por razões económicas como ambientais – um fator com maior peso do que noutros países, como a Coreia do Sul. Reduzir a fatura da eletricidade, poupar energia em dispositivos esquecidos, monitorizar a porta da frente e personalizar tarefas do dia a dia, como a lavagem da roupa, são alguns dos casos de uso mais apelativos para os consumidores portugueses.
Privacidade é a maior barreira à automação total
Apesar do interesse crescente, o estudo revela também um elevado nível de preocupação - 66% dos portugueses estão preocupados com a privacidade e segurança dos seus dados, o valor mais alto entre todos os países analisados. No total, 93% expressam pelo menos uma preocupação relacionada com a adoção de tecnologia inteligente em casa.
Quase metade dos inquiridos (45%) sente ansiedade com a ideia de ter uma casa totalmente controlada por Inteligência Artificial e apenas 25% aceitariam ter decisões importantes tomadas inteiramente por ferramentas de Inteligência Artificial. Um contraste significativo com a Coreia do Sul, onde esse valor sobe para 49%.
O desejo de manter o controlo humano é claro: 61% preferem gerir a tecnologia através de uma app no telemóvel, reforçando a necessidade de soluções transparentes, intuitivas e centradas no utilizador, os seus hábitos e preferências.
Confiança e simplicidade são chave para as marcas
No que diz respeito à perceção de marca, 60% dos portugueses considerariam a Samsung para soluções de AI Home, um valor inferior ao da Coreia do Sul (80%), mas relevante num mercado marcado pela desconfiança em relação às grandes tecnológicas. O nome mais escolhido pelos inquiridos para representar este conceito foi “Smart Life, Simplified”, refletindo aquilo que mais valorizam: simplicidade, clareza e benefícios diretos.
O estudo conclui que o sucesso das soluções de casas inteligentes em Portugal dependerá da capacidade das marcas em comunicar confiança, segurança, respeito pela privacidade e controlo partilhado, utilizando uma linguagem clara e acessível a todos.
Metodologia do estudo
O estudo “AI Home” da Samsung foi realizado em agosto de 2025, com base num inquérito quantitativo realizado em 11 países, incluindo Portugal, países europeus e a Coreia do Sul, como mercado de comparação extra-europeu.
Em Portugal, foram inquiridos 403 consumidores com decisão de compra de tecnologia para o lar e que possuem pelo menos um produto de smart home. O estudo analisou comportamentos de adoção, perceções sobre a Inteligência Artificial e preferências de marca no contexto das casas inteligentes com tecnologia AI.
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