País rico em recursos naturais (ex.: gás, manganésio e lítio) e importante exportador de ouro, cacau, petróleo e diamantes, o Gana é uma economia de mercado que compara favoravelmente com outros países da região no que respeita ao reduzido número de entraves ao comércio e ao investimento, caracterizando-se por ter uma população jovem, em crescimento e digitalmente conectada, sendo os consumidores sensíveis ao preço. Com acesso restrito aos mercados internacionais de capitais e carências infraestruturais, encontra-se em processo de reestruturação da dívida pública. O seu setor mineiro é relevante em termos de captação de IDE e exportações, e os setores da construção e do turismo estão em crescimento, salientando-se a produção termoelétrica e hidroelétrica.
Em 2024, o crescimento foi suportado sobretudo pela forte atividade nas indústrias extrativas (ouro e petróleo), enquanto em 2025 a agricultura (recuperação da produção de cacau graças a condições meteorológicas mais favoráveis e à redução de pragas) e os serviços (comércio, transportes, TIC) assumiram o papel de principais motores, em conjunto com uma procura de ouro que se manteve robusta. Este desempenho é consistente com a recuperação simultânea do consumo privado. A confiança dos consumidores melhorou face ao reforço das condições económicas e ao aumento do rendimento, num contexto de acentuada desaceleração da inflação, em linha com políticas orçamentais e monetárias mais restritivas e com a forte valorização do cedi.