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Empresas | 2023
Uma fileira com clara vocação exportadora e vantagens competitivas que garantem o sucesso no mercado internacional.
A fileira da Construção Civil e Materiais de Construção portuguesa caracteriza-se pela sua vocação exportadora, pelo talento e qualificação dos seus trabalhadores, pelo dinamismo e por um conjunto diversificado de vantagens competitivas que asseguram o seu sucesso no mercado internacional.
Maioritariamente constituídos por empresas de pequena e média dimensão de base familiar, estas duas subfileiras apostam na inovação e na tecnologia, acompanhando as novas tendências, designadamente ao nível da industrialização, sustentabilidade, transformação digital e comércio eletrónico.
Construção Civil em números
Não inclui: arquitetura; engenharia e técnicas afins; ensaios e análises técnica.
Top 5 mercados (2024): Angola, França, Espanha, Bélgica e Alemanha.
Destaque (IDPE): Portugal tem presença destacada no mercado africano - Construção de Infraestruturas.
€11,5MM Valor Acrescentado Bruto | 2023
A capacidade de internacionalização e de adaptação das empresas, a vasta experiência na reabilitação de edifícios históricos/residenciais e a qualidade da mão-de-obra tradicional são alguns exemplos de vantagens competitivas neste setor. Outros serão o elevado conhecimento e rigor, a sinergia entre engenheiros, arquitetos e paisagistas que dão origem a obras memoráveis, com identidade e cultura, e a capacidade de fazermos engenharia para o mundo.
O dinamismo deste setor pode ser comprovado pelos vários centros de competências de engenharia de multinacionais a operar a partir de Portugal, inúmeros centros de I&D+i existentes no nosso país, que normalmente trabalham de forma muito próxima com as universidades e em articulação com o tecido empresarial.
Este é um setor competitivo vocacionado para os mercados externos, uma tendência que as empresas portuguesas já assimilaram no seu ADN e que perceberam que contribui para o seu crescimento. As suas competências são reconhecidas internacionalmente (empresas, engenheiros e universidades) através de inúmeros prémios atribuídos por instituições internacionais.
A construção industrializada/modular, associada à adoção de novos materiais e processos, está a revolucionar a forma como se faz a construção em Portugal. Estamos a assistir à chegada da Indústria 4.0 ao setor da construção e conceitos como as ‘Smart Homes’, os sensores (captura de informação em tempo real – infraestruturas inteligentes), os ‘digital twin models’, a utilização de robots, de exoskeletons e de drones, a impressão/modelos 3D e a adoção da tecnologia BIM são uma realidade neste setor.
Cada vez mais, a Construção Civil aposta na eficiência energética do edificado e sustentabilidade de toda a cadeia de valor, preconizando um modelo assente na economia circular. O BIM é uma forma de facilitar este procedimento e permite controlar todo o processo.
No contexto europeu, Portugal tem sido dos países com maior grau de diversificação fora do continente, privilegiando mercados emergentes, mas nunca descurando os mercados tradicionais. O talento português e a ótima capacidade de adaptação e resiliência, aliados a uma flexibilidade assinalável em projetos de enorme complexidade em geografias muitas vezes bastante adversas, e também a capacidade de seguir as novas tendências, têm sido aspetos vitais para a afirmação internacional do setor da construção civil nacional num mundo cada vez mais global.
Materiais de Construção em números
Top 5 mercados (2023)
Espanha, França, Alemanha, EUA e Reino Unido.
Principais setores exportadores
Metais, Madeira, Rochas Ornamentais, Cerâmica e Plásticos.
€4,5MM Valor Acrescentado Bruto | 2023
O setor dos Materiais de Construção, que inclui os subsetores dos metais, cerâmica, madeira, cortiça, rochas ornamentais, cimento, gesso e betão, plásticos, tintas e vernizes e vidro, está fortemente orientado para os mercados externos.
Neste setor destacam-se como vantagens competitivas a existência de produtos de alto valor acrescentado e de elevada performance, a flexibilidade de produção, a incorporação de tecnologia na produção, a capacidade de inovação e design do produto, a oferta integrada de produtos, a tradição e know-how, e uma cultura de negócios internacional.
São inúmeras as novas tendências neste setor, estando em preparação o desenvolvimento de uma plataforma integradora de valor focada no cliente final, ou seja, um centro de soluções que engloba empreiteiros, arquitetos, aplicadores, decoradores e projetistas.
A certificação de produtos, a diversificação de mercados, a ligação à natureza (matérias-primas) e a valorização do impacto ambiental são mais alguns exemplos de tendências transversais a quase todos os subsetores dos Materiais de Construção. A nível da inovação de produtos, têm surgido alguns materiais verdadeiramente disruptivos, de que são exemplo os “self-healing materials” (asfalto) ou a conjugação de matérias-primas como a pedra natural e a cortiça, para fazer novos produtos. E a incontornável transformação digital, incluindo a tecnologia BIM e a promoção através de plataformas digitais/social media e comércio eletrónico é também uma realidade cada vez mais patente neste setor.
Os Materiais de Construção nacionais gozam de reconhecimento internacional, podendo ser encontrados em inúmeras obras emblemáticas no mundo: na Basílica da Sagrada Família em Barcelona (cerâmica e cortiça), no Dubai Palm nos EAU (cerâmica), no Burj Al Arab no Dubai (metais), no Perelman Performing Arts Center em Nova Iorque (rochas ornamentais) ou na Philharmonie de Paris (rochas ornamentais).
Saiba que ações de promoção externa estão planeadas para este ano.