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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A pandemia fez aumentar a procura de terrenos urbanísticos e rústicos para a construção de casa desde março de 2020. Preços subiram em metade dos distritos com destaque para Évora e Vila Real ambos com 39%, Bragança (+22%) e Coimbra (+21%).

O interesse dos portugueses na compra de terrenos urbanos e rústicos para construção de casa registou um aumento significativo com a chegada da pandemia de Covid-19 a Portugal em março de 2020. Desde essa altura e até março de 2021, a procura por terrenos urbanos cresceu em 16 dos 18 dos distritos, sendo que em 11 mais do que duplicou, de acordo com um estudo divulgado pelo portal “idealista” esta terça-feira, 4 de maio.

 

O caso mais expressivo foi verificado no distrito de Bragança, onde a procura por este tipo de terrenos disparou em 600%, seguindo-se Braga com um crescimento de 219%, Setúbal a registar um aumento de 168%, Leiria (+150%), Santarém (+142%), Beja (+135%), Faro (+135%), Porto (+132%), Lisboa (+129%), Portalegre (+113%) e Aveiro (+110%).

 

Em sentido inverso, as famílias portuguesas olharam menos para este tipo de terrenos no distrito da Guarda (-52%) e em Castelo Branco (-3%), distritos onde o stock pouco aumentou (6-7%) e os preços unitários pouco ou nada diminuíram.

 

Durante este período, o preço unitário subiu, embora menos 22% do que o verificado em março deste ano com 89,4 euros/m2.

 

Os preços unitários dos terrenos aumentaram em metade dos distritos analisados, com destaque para Évora e Vila Real, ambos com 39%, Bragança (+22%) e Coimbra (+21%).

 

Em sentido contrário, em oito distritos de Portugal Continental, o valor destes terrenos desceu, com a queda mais significativa a registar-se em Portalegre (-24%), seguida de Beja (-12%) e Viseu (-9%).

 

Também nos terrenos rústicos a procura subiu em todos os distritos, sendo que mais do que duplicou em metade deles com variações superiores a 100%, entre o período de março de 2020 e 2021. Os maiores aumentos foram verificados em  Faro (+250%), Setúbal (+186%), Vila Real (+171%), Castelo Branco (+165%), Bragança (+161%), Aveiro (+152%), Beja (+131%), Viana do Castelo (+124%) e Coimbra (+106%), com a procura mais baixa a registar-se em Portalegre (19%).

 

Na mesma linha também os preços unitários destes terrenos subiram em 13 dos 18 distritos, com a mais expressiva a ser em Portalegre (51%), onde o valor dos terrenos rústicos cresceu de 2,5 euros/m2 para 3,7 euros/m2. Lisboa registou a segunda maior subida neste período (49%), onde os preços atingiram os 10 euros/m2 em março de 2021.

 

Vila Real fecha o pódio com uma variação de 37%, fixando o preço dos solos rústicos em 6 euros/m2. Houve apenas quatro distritos onde os valores dos terrenos deste tipo colocados no mercado em março de 2021 foi menor do que no período homólogo: Guarda (-12%), Braga (-11%), no Porto (-10%) e Aveiro (-6%).

 

Inês Campaniço, responsável do idealista/data em Portugal, explica que se forem comparados “os dados de 2019, antes do aparecimento da Covid-19, e os dados de hoje, percebemos que há um interesse claro nos terrenos, seja para construção de habitações com mais espaço interior e exterior, assim como os terrenos rústicos, para cultivos, considerando que a atividade agrícola se provou resiliente em tempos de pandemia”.

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