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CABEÇALHO

Uma “aliança” com empresas fez nascer um portefólio com mais de cem cursos de pós-graduação. O projecto conta com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência.

A Universidade do Minho (UMinho) apresenta, numa “aliança” com as empresas, um portefólio de mais de uma centena de cursos de pós-graduação para promover a actualização e requalificação de competências valorizadas no mercado de trabalho, foi esta quarta-feira anunciado.

 

Em comunicado, a UMinho explica que se trata de uma das medidas que integra o projecto "Aliança de Pós-Graduação — Competências para o Futuro", aprovado com financiamento no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

“Forjado numa forte ‘aliança’ com as necessidades do mercado, o projecto apresenta uma extensa lista de cursos, que serão lançados, gradualmente, até 2026, com 2.730 vagas e mais de 13 mil horas lectivas”, acrescenta.

 

De curta duração e não conferentes de grau, mas creditados, estes cursos dirigem-se a diplomados que procurem especializar-se ou actualizar conhecimentos em oito grandes domínios: Gestão e Inovação Empresarial, Arquitectura e Ambiente Construído, Comunicação, Cultura, Sociedade e Inclusão, Engenharia e Indústria Transformadora, Protecção Social e Integração, Saúde e Bem-Estar, Sustentabilidade Ambiental e Gestão do Território e Transição Digital, Marketing Digital e e-Business.

 

Estão já abertas as candidaturas aos primeiros cursos, como o de Marketing Digital e e-Business, o School of CEOs e o e-Commerce Internacional.

 

Citado no comunicado, Guilherme Pereira, pró-reitor para a Avaliação Institucional e Projectos Especiais e coordenador do projecto Aliança, salienta que o investimento neste tipo de formação orientada para a actualização e requalificação dos trabalhadores, de equipas de gestão, ou de desempregados é de “crucial importância para o desenvolvimento económico e social do país, sobretudo em período pós-pandemia”.

 

Os cursos foram desenhados a partir de um conjunto de parcerias estabelecidas com cerca de 80 empresas e organizações públicas.

 

Ainda segundo a UMinho, trata-se de uma lista em permanente expansão, que contribuirá com recursos humanos qualificados no processo de ensino, com o desenvolvimento de actividades de formação centradas em contextos profissionais, com a frequência dos cursos por parte dos colaboradores e com a abertura de oportunidades de emprego para os estudantes.

Na lista de parceiros e empregadores constam empresas e organizações públicas e privadas, como a Accenture, Bosch, Mota Engil, Edigma, Sonae MC, Primavera, dstGroup, Casais, Hospital de Braga, AICEP Portugal Global ou a Associação Nacional de Jovens Empresários.

 

“O projecto visa um forte investimento em novas abordagens educativas, transversais a toda a instituição, que tem como principal objectivo contribuir para o sucesso dos estudantes, sua empregabilidade e preparação para uma carreira de futuro”, lê-se no comunicado.

 

Para cumprimento de dois dos principais objectivos da Aliança — a excelência no processo de aprendizagem e o apoio financeiro aos profissionais-estudantes em situação económica fragilizada em resultado da crise pandémica —, serão atribuídas bolsas de estudo, “usando o mérito como critério para a decisão sobre o montante a atribuir a cada estudante”.

Assim, os alunos destas formações serão elegíveis para bolsas de estudo, cujo valor estará indexado à classificação final que vierem a obter.

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