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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Tendo por objetivo ser uma referência internacional no desenvolvimento de soluções sustentáveis para a indústria de calçado, Portugal vai-se afirmando em algumas das principais capitais europeias com a exposição intitulada "Nada se Perde, Tudo se Transforma".

Como apurou à FashionNetwork.com o diretor de Comunicação da APICCAPS, Paulo Gonçalves: "O essencial das ações já foi feito em Amesterdão, Estocolmo, Madrid e Paris. Em setembro, será a vez de Milão", reforça. "Tencionamos fazer o mesmo no Porto e em Lisboa até ao final do ano", remata, não adiantando nem datas nem locais.

 

Segundo Luís Onofre, o presidente da APICCAPS: “As conquistas do passado, não são garantias de futuro, ainda que na última década o calçado português tenha tido um desempenho assinalável (excluindo o período da pandemia) nos mercados externos para onde exporta mais de 95% da sua produção", assegura.

"Sentimos que os negócios mudaram e compete-nos investir numa indústria nova, para permanecer na vanguarda”, diz ainda, acrescentando que este processo de afirmação do calçado português nos mercados externos “deve assentar na sofisticação e na criatividade da oferta portuguesa, ao nível dos biomateriais, dos ecoprodutos, dos processos digitais e ágeis, e dos novos modelos de negócio, permitindo apostar em segmentos de mercado em que a escolha se baseia mais na moda do que no preço”, declara em comunicado.

 

Neste âmbito, o setor do calçado, vai investir 140 milhões de euros nos três próximos anos, na industria do futuro, para “reforçar as exportações portuguesas alicerçadas numa base produtiva nacional altamente competitiva, fundada no conhecimento e na inovação”, reforça Onofre.
 
As vedetas da exposição são os produtos inovadores da nova geração, como sejam os biomateriais (algodão, café, casca de maça, cortiça, madeira, etc.), que representam a forte aposta do futuro. De salientar ainda, o calçado de couro como uma opção válida e de excelência.

Também na exposição é possível conhecer como os desperdícios de solas podem dar lugar a novas matérias-primas; ou como os sapatos velhos se transformam em novos; e ainda, as garrafas de plástico. 

“Se hoje as empresas portuguesas são reconhecidas pela sua capacidade de inovação, do fabrico de pequenas encomendas de modo eficiente ou pela flexibilidade, terão agora de otimizar processos e melhorar a eficiência, para assegurar novos ganhos de competitividade”, conclui Luís Onofre.

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