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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A Intrum divulgou recentemente o European Payment Report (EPR) 2022, onde revelou que nos atuais tempos de incerteza, 64% das empresas portuguesas afirmam estar mais preocupadas do que nunca com a capacidade dos seus clientes pagarem nos prazos. Este valor fica ligeiramente acima da média europeia de 62%.

O setor da construção é o que revela uma maior preocupação, com 84% preocupado com o pagamento dentro do prazo por parte dos clientes.

 

Estes atrasos nos pagamentos podem ter implicações graves para as empresas e para a sociedade, sendo um obstáculo ao crescimento sustentável dos negócios. Só nos últimos doze meses, tanto tanto as dívidas que não foram cobradas como os atrasos de pagamento prejudicaram o investimento das empresas em iniciativas de crescimento estratégico.

 

Os gestores portugueses apontam, especificamente, fatores como a inflação, o aumento das taxas de juro e a interrupção das cadeias de fornecimento como os principais desafios, pois são os principais motivos a impedir que os clientes paguem nos prazos estabelecidos.

 

Sobre o futuro, as perspetivas não melhoram: 57% dos inquiridos acredita que o risco de atraso ou de não pagamento vai continuar a aumentar, apesar de ser um valor abaixo da média europeia de 60%.

 

Luís Salvaterra, Diretor-Geral da Intrum Portugal, explica que na empresa acreditam “que construir uma cultura de pagamentos sustentáveis é uma prioridade que exigirá uma mudança no comportamento de todos os atores”.

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