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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Não há como contornar esta tendência. O País é a escolha preferencial da maioria das empresas para abrir os seus centros tecnológicos na Europa.

As razões para o sucesso nacional são várias, mas será que esta “moda” é benéfica para Portugal e para as organizações e startups nacionais? A maioria das entidades ouvidas pela businessIT diz que ‘sim’, já que traz crescimento e competitividade. Mas há opiniões discordantes e uma grande preocupação em relação ao talento.

 

Nos últimos anos, e nem a pandemia mudou isso, Portugal tem sido escolhido para a abertura dos hubs tecnológicos das maiores empresas de TI – e não só. Mercedes, Volkswagen, Evolution, Tyson Foods, Mollie, Logicalis Portugal, Natixis, PWC, TeamViewer, Oracle, Metyis, Wedoit, DS Smith, Manta, Sky, QuintoAndar e Kaizen são apenas alguns dos exemplos. E dada a dimensão do País, não é só uma cidade que está a desempenhar o papel de “Silicon Valley nacional”, mas todo o território: encontramos centros tecnológicos de Lisboa ao Porto, passando por Aveiro, Braga, Coimbra, Fundão, Évora, Portalegre e Loulé, entre outras cidades.

 

O “hype” que se tem gerado sobre o Portugal começou com os prémios de turismo atribuídos ao País, mas a nível tecnológico foi a chegada do Web Summit e os diversos apoios/iniciativas ligadas ao ecossistema de inovação e empreendedorismo que o Governo criou (Portugal Tech, Tech Visa, Startup Visa e Startup Voucher) que deu o maior impulso.

 

As tecnológicas começaram a perceber que, além do bom clima, existia uma maior disponibilidade de talento qualificado que em outros locais já saturados, boas universidades e que a maioria dos profissionais tinha facilidade com línguas, o que facilitava a comunicação.

 

A verdade é que todas as organizações (quer nacionais, quer internacionais) com quem falámos referem alguns, ou todos, estes factores como vitais para Portugal ser cada vez mais o principal tech hub da Europa. Além disso, Gabriel Coimbra, group vice president & country manager da IDC Portugal, acrescenta que o território nacional é «considerado o País com a melhor qualidade de vida do mundo para expatriados, o segundo país mais amigável para o investimento estrangeiro e o terceiro mais seguro do mundo, com uma das melhores infraestruturas de comunicação na Europa».

 

Tudo isto coloca Portugal num patamar alto de atracção, tornando-o um dos mais apetecíveis para a abertura de todo o tipo de centros, sejam, nearshore, tecnológicos ou de serviços, uma realidade corroborada pelo estudo Business Service Centres in Portugal de 2019 da IDC e da AICEP: «Portugal é um dos países europeus onde se verifica um dos crescimentos mais acelerados dos centros de serviços» e onde «os custos competitivos, a disponibilidade de talento qualificado e a proximidade geográfica» são factores determinantes para isso.

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