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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A fábrica de capacetes Nexxpro, em Anadia, tem em curso um investimento de 2,5 milhões de euros para remodelar toda a sua coleção e assim responder às exigências da nova norma de homologação que entrou em vigor em 2021.

“Estamos com investimentos elevados e muito exigentes, fruto da exigência da nova norma de homologação, que tem níveis de segurança muito apertados, em termos da capacidade de absorção no embate. A remodelação de toda a coleção de capacetes anda à volta dos 2,5 milhões de euros”, revelou o CEO da Nexxpro, Helder Loureiro.

 

Em declarações à agência Lusa, Helder Loureiro explicou que a norma UN ECE 22.06 veio substituir a ECE 22.05, tendo como horizonte que se deixem de produzir capacetes que não cumpram estes critérios em junho de 2023 e permitindo apenas a venda do stock disponível até ao final de dezembro de 2023.

 

“Não havia uma atualização desta norma de segurança há 20 anos e, por isso, não havia nenhum modelo que passasse na nova homologação. A nova norma obriga a que os capacetes sejam mais resistentes, maiores, mais pesados e logicamente bastante melhores em termos de segurança. No entanto, em termos de conforto, vai piorar um bocadinho”, admitiu.

 

A remodelação da coleção de capacetes está a ser feita por fases, estando concluídos dois dos nove modelos que possuem.

“O terceiro estará pronto em fevereiro de 2023 e, depois, a cada trimestre, teremos mais um. Para além do grande investimento, tal exige muito das nossas equipas, desde o design até à produção”, informou.

 

De acordo com o CEO da Nexxpro, esta nova geração de capacetes começou a ser desenvolvida há dois anos, com novas técnicas e com uma visão de sustentabilidade muito grande, promovendo o uso de materiais reciclados e evitando ao máximo o uso de químicos.

 

“É nesta gama ‘premium’ que estamos a investir e queremos crescer”, acrescentou, indicando que se trata de uma coleção toda ela feita em fibra e carbonos, sendo o preço médio de venda ao público na casa 500 a 550 euros por unidade.

A Nexxpro possui ainda uma gama mais urbana, feita em plástico, em que a venda média ao público de cada capacete anda nos 200 euros.

 

No último ano, esta empresa do distrito de Aveiro produziu cerca de 100 mil capacetes e estima que essa marca seja ultrapassada no final deste ano.

 

“Temos capacidade para produzir cerca de 150 mil capacetes por ano. No entanto, não estamos tão focados em aumentar a quantidade de capacetes produzidos, mas em aumentar o valor acrescentado do capacete”, esclareceu.

 

Para os próximos anos está também a ser desenhado um novo investimento, desta feita para construir novas instalações, que venham substituir os quatro pavilhões em que operam atualmente, na Zona Industrial de Amoreira da Gândara.

 

“Operar em quatro pavilhões traz muitas improdutividades e um custo financeiro bastante grande. Queremos começar o projeto no próximo ano, para a construção ocorrer em 2024 e mudarmos em 2025”, perspetivou.

 

As novas instalações, cujo investimento “ainda não está quantificado”, permitirão “duplicar a produção”.

 

A Nexxpro, que tem como marca própria a NEXX Helmets, emprega 206 pessoas e a sua produção é integralmente realizada em Portugal.

 

Registou um volume de negócios que se aproximou dos 11 milhões de euros em 2021 e prevê chegar perto dos 12 milhões de euros no final de 2022.

 

Exporta 92% da sua produção, para 65 países diferentes.

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