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Quanto à inflação em 2022, o executivo espanhol subiu de 6,1% para 7,8% a estimativa para este indicador.

O Governo espanhol manteve esta terça-feira a estimativa de crescimento de 4,3% da economia de Espanha este ano, mas baixou em 0,8 pontos a previsão para 2023, para 2,7%.

 

As previsões do Governo espanhol, liderado pelo socialista Pedro Sánchez, são mais otimistas do que as divulgadas esta terça pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), segundo as quais o Produto Interno Bruto (PIB) de Espanha deverá crescer 4% este ano e 2% em 2023. O FMI reviu em baixa o crescimento de Espanha, em relação ao que havia estimado em abril, baixando em 0,8 pontos percentuais a previsão para este ano e em 1,3 a estimativa para 2023.

 

O Governo espanhol manteve, por outro lado, as expectativas para o défice das contas públicas, que estima que seja 5% este ano e 3,9% em 2023, sempre acima dos 3% que ditam as regras europeias que estão, no entanto, suspensas desde 2020 por causa da pandemia.

 

Quanto à inflação em 2022, o executivo subiu de 6,1% para 7,8% a estimativa para o indicador de referência em Espanha.

As novas estimativas do Governo espanhol foram conhecidas no final de um Conselho de Ministros em que foi também aprovado o teto para as despesas do orçamento do Estado de Espanha para 2023, que será de 198.211 milhões de euros, mais 1,1% do que este ano.

 

Este será o último orçamento da legislatura do atual governo espanhol, uma coligação do partido socialista (PSOE) com a plataforma de partidos de esquerda Unidas Podemos. A confirmarem-se os números avançados, o orçamento de 2023 será também o terceiro consecutivo com aumento da despesa.

 

A ministra das Finanças de Espanha, María Jesús Montero, disse na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros que “a inflação é o principal desafio da economia espanhola” e atribuiu a revisão em baixa do crescimento de 2023 aos impactos da guerra na Ucrânia, ao agravamento das taxas de juro ou a desaceleração na zona euro.

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