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Em junho, o valor do índice foi influenciado pelo expressivo aumento de preços na indústria, segundo o INE.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou, esta terça-feira, que o índice do volume de Negócios na Indústria cresceu 31,5% em junho, tendo sido de 29,1% em maio.

 

Em junho, o valor do índice foi influenciado pelo expressivo aumento de preços na indústria, que correspondeu a uma subida de 25,7%.

 

Ao excluir o agrupamento de Energia, as vendas na indústria apresentaram uma variação de 24,2% nesse mês (24,3% em maio). A Energia deu o principal contributo para a variação do índice total, 12,1 pontos percentuais (p.p), derivado do crescimento de 60,4%, em maio era de 49,3%.

 

Do lado dos Bens Intermédios e os Bens de Investimento, estes registaram crescimento  de 23,6% e 44,6% (30,7% e 15,3% no mês anterior, pela mesma ordem), tendo contribuído com 8,9 p.p. e 6,2 p.p., respetivamente. Neste último agrupamento destaca-se a forte aceleração do fabrico de veículos automóveis, reboques e afins.

 

Por outro lado, os Bens de Consumo desaceleraram 5,7 p.p., para uma variação de 15,0%, contribuindo com 4,3 p.p. para a variação agregada.

 

Os índices relativos ao mercado nacional e ao mercado externo cresceram 27,2% e 37,5%, quando no mês anterior tinham sido de 26,2% e 33,3% respetivamente. No segundo trimestre de 2022, o volume de negócios na indústria apresentou um aumento homólogo de 26,5% (21,9% no trimestre precedente).

 

No que toca ao mercado nacional, também foi o sector da Energia que se destacou. O INE aponta que “a Energia deu o contributo mais expressivo para a variação do índice deste mercado, 13,9 p.p., em resultado do crescimento de 48,0% (41,2% em maio)”.

 

Já no mercado externo, “os Bens Intermédios deram o contributo mais elevado para a variação do índice deste mercado, 12,9 p.p., em resultado do crescimento de 30,9% (42,1% em maio)”.

 

Relativamente às variações homólogas do emprego, das remunerações e das horas trabalhadas, estas fixaram-se em 2,9%, 6,4% e 2,5% (3,2%, 7,8% e 3,1% em maio, respetivamente).

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