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CABEÇALHO

Economistas ouvidos pela Bloomerg traçam maior nível de risco de desaceleração desde novembro de 2020. Taxas de juro podem subir meio ponto no próximo mês.

O risco de recessão na Zona Euro subiu para 60%, o valor mais alto desde novembro de 2020 quando o mundo estava em plena pandemia de Covid-19. A opinião é de um painel de economistas ouvidos pela Bloomberg, que apontam ainda a Alemanha como uma das economias mais expostas, devido aos cortes na oferta de gás natural russo.

De acordo com os especialistas internacionais, a escalada de preços no setor da energia e o seu impacto na inflação são os grandes responsáveis pelas expetativas mais desanimadoras desde o início da pandemia: o risco de recessão, expresso nas probabilidades de dois trimestres de retração seguidos, subiu nas opiniões consultadas para 60% em 2022, contra os receios de 45% manifestados na pesquisa anterior e 20% expressos pelo painel antes do conflito na Ucrânia.


Ainda de acordo com a Bloomberg, a taxa de juros do Banco Central Europeu (BCE) deverá subir meio ponto percentual já no próximo mês. A inflação pode atingir uma média de quase 8% em 2022, quatro vezes a meta de 2% do BCE, podendo porém chegar aos 4% em 2023 e 2% em 2024. Segundo os especialistas, o aumento do custo de vida, a crise energética e a seca severa em vários países são fatores conjugantes para estas previsões.

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