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Marcelo Nico, o diretor-geral da empresa do grupo Philip Morris International explicou que o investimento "integra um Programa Energético e Ambiental da Tabaqueira que soma aproximadamente sete milhões, que inclui, além do parque fotovoltaico, outros projetos como a construção de uma subestação de alta tensão, que recebe energia 100% renovável da rede elétrica nacional".

A Tabaqueira inaugura esta quarta-feira um investimento de 1,5 milhões de euros num parque solar fotovoltaico, que integra um programa em desenvolvimento na empresa para aumentar a eficiência energética e produtividade na sua unidade industrial.

 

"A entrada em operação deste parque fotovoltaico consolida a aposta da empresa em matéria de inovação, sustentabilidade e transição energética", disse à Lusa Marcelo Nico, diretor-geral da empresa do grupo Philip Morris International (PMI), explicando que o investimento "integra um Programa Energético e Ambiental da Tabaqueira que soma aproximadamente sete milhões, que inclui, além do parque fotovoltaico, outros projetos como a construção de uma subestação de alta tensão, que recebe energia 100% renovável da rede elétrica nacional", a "otimização da eficiência energética de equipamentos" e ainda "a renaturalização de uma ribeira e a replantação de árvores".

 

De acordo com o mesmo responsável, "estes projetos permitiram aumentar a eficiência energética e a produtividade da fábrica em Sintra, melhorar substancialmente o desempenho energético da unidade fabril e manter a competitividade da mesma", reduzindo ao mesmo tempo a pegada de carbono.

 

"Temos feito investimentos em prol da eficiência energética e da descarbonização da nossa operação em 'pipeline'. De 2010 a 2021, por exemplo, fruto dos investimentos que temos feito, o consumo de energia da fábrica da Tabaqueira teve uma redução de 44% e de água em 42%", garantiu, indicando que foram ainda valorizados energeticamente mais de 99% dos resíduos gerados pela atividade.

 

No ano passado, a empresa "levou a cabo um processo de otimização do processamento primário do tabaco, através do redimensionamento da linha de produção e implementação de novas tecnologias, que levou à diminuição dos seus consumos energéticos, reduzindo as suas emissões em mais de 400 toneladas CO2", sendo que até 2025 "compromete-se a alcançar a neutralidade carbónica nas suas operações diretas e até 2040, em toda a cadeia de valor da empresa, antecipando as suas metas", destacou.

 

De acordo com Marcelo Nico, desde a privatização da Tabaqueira, há 25 anos, a PMI já investiu 390 milhões de euros na operação da empresa, ou seja, em média um valor de 15 milhões de euros, por ano.

 

"Isso permitiu-nos alcançar competitividade e posicionarmo-nos hoje como um dos centros de produção da PMI na Europa mais importantes", referindo, adiantando que em 1999 o grupo exportava cerca de 10% da produção e que o investimento realizado potenciou "a capacidade de dar resposta aos mercados externos". Assim, "no ano passado, 86% da nossa produção seguiu para mais de duas dezenas de mercados, num valor recorde de 719 milhões de euros", destacou.

 

No final do ano passado, a empresa empregava 1.221 pessoas, "um crescimento de cerca de 300 postos de trabalho em apenas quatro anos, desde 2017", destacou Marcelo Nico.

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