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A 92.ª edição do evento terá a Ucrânia como país convidado. E será a maior de sempre, promete a organização.

A 92.ª edição da Feira do Livro de Lisboa, que decorrerá entre 25 de Agosto e 11 de Setembro no Parque Eduardo VII, contará com 340 pavilhões, distribuídos por 140 participantes (mais dez do que no ano passado), em representação de centenas de marcas editoriais. Terá novos expositores, construídos com recurso a materiais sustentáveis, num formato modular. E a Ucrânia como país convidado, com um stand gratuito à sua disposição.

 

Terminada esta que a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) promete ser a maior edição de sempre do evento, a feira voltará depois ao seu calendário habitual: os meses anteriores ao Verão, como antes da pandemia. As novidades foram anunciadas esta manhã numa conferência de imprensa na Estufa Fria, em Lisboa, com a presença do presidente da APEL, Pedro Sobral, e do presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas.

 

">Feira do Livro de Lisboa mais sustentável e mais integrada”, lembrando ainda que a acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida estará assegurada.

 

Nos últimos três anos, os organizadores do evento notaram um número superior de visitantes (e mais jovens), e sentiram por isso a necessidade de “melhorar a experiência” de quem passa pela feira ao longo das três semanas em que esta se instala no Parque Eduardo VII.

 

Existem duas configurações possíveis nestes novos pavilhões: o fechado e o aberto; e os pavilhões podem estar isolados ou serem unidos entre si. Quando os pavilhões são fechados, as laterais podem ter bancadas e no interior existem estantes apenas no painel traseiro. As portadas laterais têm estantes rebatíveis para o exterior por cima das bancadas. Na configuração

Aberto, não existem bancadas laterais e o interior tem estantes em todos os painéis. Como funcionam por módulos são os próprios expositores que decidem a configuração que lhes querem dar. A fornecedora dos pavilhões foi a empresa Eusébio & Rodrigues.

 

“Esteticamente o que veremos é uma coerência”, explicou Pedro Sobral respondendo ao PÚBLICO. “A questão da sustentabilidade provavelmente não é visível para o visitante, só quem conhece os materiais recicláveis é que vai perceber esse esforço. Mas do ponto de vista estético e funcional, este conceito vai mostrar uma grande diferença. A harmonia será total.”

 

Embora, como aconteceu nos últimos anos em que a APEL renovou os pavilhões que aluga aos expositores (e que têm sempre uma data de validade), é contemplada nesta edição a possibilidade de os expositores apresentarem pavilhões diferenciados desde que aprovados pela APEL.

 

Este ano, a Ucrânia será o país convidado, anunciou ainda Carlos Moedas, e o convite foi já foi feito pela APEL à missão diplomática daquele país em Portugal. No entanto, Pedro Sobral explicou que ainda não sabem qual o formato que terá essa participação. Estão ainda a trabalhar com a Federação de Editores Ucranianos para ver como podem “potenciar a literatura e os autores ucranianos”.

 

A Feira do Livro de Lisboa volta a decorrer sem restrições em termos de segurança e sanitários depois de nos últimos anos ter tido condicionamentos por causa da pandemia. O programa cultural, que ainda irá ser anunciado, irá ter outra vez a dimensão que tinha antes da pandemia de covid-19. De regresso estará também o pavilhão “Doe os seus Livros”, onde os visitantes podem doar livros novos ou usados que são depois encaminhados para as crianças apoiadas por instituições da Entrajuda. E também o Show Cooking estará de regresso. Vai continuar a acontecer a Hora H, com descontos para livros fora das limitações decorrentes da Lei do Preço Fixo. De segunda a quinta-feira, durante a última hora da Feira do Livro de Lisboa (21h00 às 22h00), venda de livros com o mínimo de 50% de desconto sobre o preço de catálogo.

 

“Este conceito de sustentabilidade tem três vertentes”, explicou o presidente da APEL. A primeira vertente é que “todos os equipamentos são feitos com materiais 100% recicláveis desde os expositores, o auditório principal e as praças onde os autores estarão a dar autógrafos.”A segunda vertente está ligada à mobilidade, sendo a bicicleta o transporte oficial. Foi feita uma parceria com a Gira, o sistema público de bicicletas partilhadas da EMEL.

 

E a terceira vertente está relacionada com a forma como estes novos equipamentos são construídos. “A APEL nas feiras anteriores movimentava cerca de 50 a 60 camiões para montagem e desmontagem dos equipamentos e passaram a 20. Diminuímos a cerca de 75 a 80 por cento a manipulação logística deste espaço, o que diminui muito o espaço de montagem e de desmontagem.” E como os equipamentos são feitos com peças de encaixe, diminuem também os “materiais sobrantes”, que provocavam “alguma poluição e problemas na reciclagem futura”.

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