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“A nossa sociedade e a nossa economia mostrou-se mais madura e preparada para abraçar a transição digital, do que muitos de nós pensávamos”, apontou o governante. Daqui em diante, Siza Vieira evidenciou que são precisos dar “passos estruturados e consistentes para conseguir apoiar as empresas” no processo da transição digital.

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, assumiu que “já não se atrai investimento estrangeiro, já não se capta investimento nacional com base em baixos custos de produção ou baixos custos fiscais”, uma vez que atualmente devemos ser “capazes de competir pelo talento e aproveitar todo o potencial das tecnologias para melhorar a forma como as empresas funcionam e se relacionam com o mercado e com o mundo”.

 

Pedro Siza Vieira marcou presença no Fórum Portugal Digital esta terça-feira, 4 de maio, para abordar a transição digital que tem ocorrido em Portugal e como a aposta nesta modalidade tem alterado a visão das empresas, sociedade e da Administração Pública nacional.

 

O governante sustentou que o crescimento da transição digital no país “foi motivado pela necessidade” criada pela pandemia. “As restrições impediram que as empresas contactassem fisicamente com os clientes e fornecedores, tanto que grande quantidade de empresas encontraram novos canais de contacto e foram aquelas que melhor ultrapassaram as circunstâncias difíceis motivadas pela pandemia”, destacou o ministro.

 

“A nossa sociedade e a nossa economia mostrou-se mais madura e preparada para abraçar a transição digital, do que muitos de nós pensávamos”, apontou o governante. Daqui em diante, Siza Vieira evidenciou que são precisos dar “passos estruturados e consistentes para conseguir apoiar as empresas” no processo da transição digital.

 

“Não há muito tempo a perder. Temos de olhar para todos os factores que aqui intervêm na formação das nossas pessoas, na capacitação das nossas empresas, transformação da Administração Publica com um único foco de acelerar esta transformação”, sustentou o ministro da Economia e Transição Digital.

 

“Este fórum é a oportunidade de convocar todos os agentes da sociedade portuguesa para percebermos que aqui, motivados pela mesma vontade, mesmo desígnio e com necessidade de criar no nosso país uma sociedade mais inclusiva, seja melhor capaz de aproveitar as qualificações dos portugueses e oferecer a todos os cidadãos uma oportunidade de realizarem os seus projetos de vida e profissionais de forma compatível com as suas aspirações”, garantiu.

 

Perante a identificação de caminhos que permitam realizar um “crescimento da produtividade e da competitividade das nossas empresas”, bem como a inclusão e redução de desigualdades, Pedro Siza Vieira destacou que o caminho “mais significativo é mesmo o da transição digital da nossa economia e da nossa sociedade”.

 

“Assumimos a transição digital como um propósito de acelerar a transformação do país, não deixando ninguém para trás e criando uma economia mais aberta ao mundo e mais competitiva. E, por isso, há pouco mais de um ano, aprovámos um plano de ação para a transição digital”, apontou na sua intervenção.

 

Ainda assim, o ministro referiu que este caminho “exige efetivamente ações e passos concretos que nos permitam caminhar na direção que desejamos. Formulámos esse plano de ação com a sociedade, agentes económicos e Administração Pública”, sendo necessário que os “cidadãos tenham competências digitais e saibam funcionar numa economia que vai caminhar para o digital, para as empresas porque precisam de abraçar novos modelos de negócios e para a Administração Pública porque pode servir melhor os cidadãos se souber fazer também um aproveitamento do plano das tecnologias digitais”.

 

Pedro Siza Vieira destacou a importância das PME terem à sua “disposição uma rede de centros de competências que são capazes de fornecer serviços e mobilizar recursos para as ajudar em áreas tão criticas para o seu futuro como a cibersegurança, Inteligência Artificial, computação avançada ou estratégia cloud“.

 

“Somos capazes de atrair para Portugal uma estrutura permanente de apoio às startups. O reconhecimento de que Portugal se distingue internacionalmente como uma referência na atração de talento e empresas inovadoras que aqui se escolhem localizar-se para poderem avançar”, sustentando que o “European Startup Alliance permite ter também uma rede ao serviço e de monitorização de todo o ecossistema empreendedor na UE”.

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