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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O índice Henley & Partners, referente ao terceiro trimestre de 2022, coloca Portugal como um de quatro países que estão no sexto lugar a lista dos passaportes mais poderosos, ao lado de França, Irlanda e Reino Unido. Quanto mais acima na lista, para mais lugares o titular do passaporte pode ir sem precisar de um visto.

O mais recente ranking, que se baseia em informação pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), revela que o passaporte português permite entrar em 187 destinos ao abrigo do regime visa-free. Ou seja, não é exigido um visto, embora possa ser necessária a obtenção de uma autorização, menos burocrática e mais rápida.

 

Na análise referente ao terceiro trimestre de 2022, o passaporte português está em sexto lugar, o que representa uma queda de uma posição face à posição que ocupava em janeiro.

 

No primeiro lugar da lista está o passaporte do Japão, que dá a possibilidade de entrar em 193 destinos sem visto, seguido pelos passaportes de Singapura e Coreia do Sul, ambos em segundo lugar, e em terceiro surgem os da Alemanha e Espanha.

 

No final da lista, em 112.º lugar, aparece que Afeganistão, cujo passaporte só confere entrada sem visto em 27 destinos. Imediatamente acima, está o passaporte iraquiano e o sírio.

 

Avança o relatório que atualmente os passaportes que apesar de terem os passaportes mais poderosos, os japoneses, os singapurianos e os sul-coreanos são os que menos parecem dispostos a viajar. Em contraste, os que mais viajam são os titulares de passaportes europeus e norte-americanos.

 

Os países mais pacíficos são os que têm os passaportes mais poderosos. De acordo com Stephen Klimczuk-Massion, da Universidade de Oxford e membro da Comissão Consultiva da Andan Foudantion, citado no relatório da Henley & Partners, “é um eufemismo dizer que estamos a viver tempos particularmente turbulentos em todo o mundo”. A par da pandemia, que ainda se faz sentir, a guerra, a inflação e a instabilidade política em vários países marcam as primeiras páginas de muitos jornais, tendo um forte impacto a perceção externa do país, como seguro ou inseguro, e no poder dos passaportes que emite.

 

“Agora, mais do que nunca, é um erro pensar que um passaporte é um mero documento de viagem que nos permite ir de A a B”, salienta Klimczuk-Massion, explicando que “a força ou fraqueza relativa de um dado passaporte nacional afeta diretamente a qualidade de vida do titular desse passaporte e poderá até ser uma questão de vida ou morte em algumas circunstâncias”.

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