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Associação para o Desenvolvimento Económico e Social fala num período de transição essencial, "em que teremos de fazer alguns sacrifícios e adoptar políticas de ruptura".

"Ambição: duplicar o PIB em 20 anos" é o título do livro – e objetivo expresso – da Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, ou Sedes, avança a manchete do Público esta sexta-feira.

A obra delineia caminhos que, avisa a associação, não são fáceis e implicam sacríficos: segundo disse um dos coordenadores, Abel Mateus, ao jornal, "para se poder levar a economia de uma trajectória de quase estagnação a um crescimento médio de 3,5% ao ano, é essencial um período de transição, em que teremos de fazer alguns sacrifícios e adoptar políticas de ruptura que só fruirão totalmente no médio e longo prazo."

A "visão estratégica" da Sedes para o país será apresentada primeiro ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no próximo dia 30 de agosto, e depois lançada na Câmara do Porto, a 1 de setembro.


Entre outras medidas para se chegar ao objetivo, o projeto propõe "reduzir os custos dos inputs cruciais e generalizados para as empresas", tal como os custos da energia, dos transportes e da logística, e "proceder a uma ampla reforma regulatória e de redução da burocracia, de diminuição dos custos de fricção do crédito e de melhoria na selecção de projectos pelo sector bancário".

É ainda apontado um "choque fiscal", para reduzir a pressão fiscal sobre as empresas e as famílias e também "uma redução do peso das despesas públicas correntes não primárias sobre o PIB".


A redução da dívida pública, a aposta no ensino profissionalizante, a prioridade ao aumento da eficiência da despesa do Estado, o progresso técnico (com maior automação das indústrias e serviços e recurso à inteligência artificial) e a melhoria das infra-estruturas de ligação à Europa, especialmente a ferrovia, são outras das medidas apresentadas.

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