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A Universidade de Aveiro lidera projeto europeu de restauração dos ecossistemas marinhos e costeiros na bacia do Ártico e Atlântico no valor de 8,5 milhões de euros.

A Universidade de Aveiro lidera, em articulação com a Administração do Porto de Aveiro (APA), um consórcio, que é constituído por 30 parceiros, que vai investir 8,5 milhões de euros num projeto de inovação para a restauração dos ecossistemas marinhos e costeiros, e aumento da resiliência climática na bacia do Ártico e do Atlântico.

 

O projeto A-AAgora prevê a implementação de três “laboratórios vivos”, em Portugal, na Irlanda e Noruega com vista à “implementação de um plano de cooperação para a Ágora Atlântico-Ártica para aumentar a resiliência às alterações climáticas e mitigar os respetivos impactos nos ecossistemas e zonas costeiras”, lê-se num comunicado enviado às redações.

 

De acordo com Hugo Faria, da INOVA+, “o A-AAgora procura explorar ao máximo as sinergias entre as missões da Comissão Europeia, tendo por foco a restauração do ecossistema marinho e comunidades costeiras particularmente vulneráveis ​aos riscos de aumento do nível do mar”.

 

No âmbito da Missão Oceano do programa Horizonte Europa da Comissão Europeia, este projeto visa, adianta a mesma nota, “definir e implementar um plano para a Ágora Atlântico-Ártica que incorpore as soluções baseadas na natureza desenvolvidas através de demonstração e uma estrutura de gestão validada”.

 

Entre os 12 parceiros portugueses constam a consultora de inovação INOVA+, as universidades de Aveiro e Nova de Lisboa, assim como o Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA), a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) ou a Administração do Porto de Aveiro (APA). Também participam mais 18 entidades europeias neste consórcio.

 

“Este projeto preconiza a ampliação dos resultados e boas práticas dos três demonstradores, a partir dos quais serão promovidas sinergias de intercâmbio entre investigadores, decisores políticos e a indústria”, lê-se no comunicado.

 

Segundo Hugo Faria, “esta aprovação permitirá a Portugal marcar, desde já, um posicionamento estratégico neste programa e futuras convocatórios no âmbito da missão na área dos Oceanos, mares e águas costeiras e interiores saudáveis”.

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