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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A Feira Internacional de Luanda (FILDA) já não arranca, hoje, dia 12, como inicialmente previsto, não tendo ainda a nova data indicativa para a sua realização.

Segundo um documento do Ministério da Economia e Planeamento (MEP) a que o Jornal de Angola teve acesso, o adiamento deve-se ao período de Luto Nacional que o país observa até a próxima sexta-feira devido o passamento físico do ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

 

Numa nota anterior,a Eventos Arena, que organiza o evento deste ano, alargou o prazo de montagem dos pavilhões até quinta-feira, 14, e o "Pré-opening", um briefing de antestreia da Filda ficou agora para o dia 15.

 

Fontes próximas à organização, sem também precisarem as datas, esclareceram que o "Pré-opening" ocorre, geralmente, um dia antes do arranque da feira. E, no caso, a remarcação de ontem, segunda-feira (11), para a próxima sexta-feira (15), é indicativo de que a Feira Internacional de Luanda (FILDA) deverá arrancar só a partir do próximo sábado (16), data, inicialmente, prevista para o encerramento da maior Bolsa de Negócios de Angola.

 

Em entrevista na última edição do Jornal de Economia & Finanças, da Edições Novembro E.P, o presidente do Conselho de Administração do Grupo Eventos Arena, Bruno Albernaz, disse estarem confirmadas para a "Filda 2022” 627 participações, entre nacionais e estrangeiras.

 

Portugal, Itália e África do Sul são três das várias representações externas, com empresas acima das dezenas e que garantem prontidão para fazer "bons negócios" e fixar também novas empresas no mercado angolano.

 

No documento que publicou, ontem, o MEP pede o máximo de compreensão aos participantes pelos eventuais transtornos e associa-se à dor da família e de todos os angolanos gerada pela morte, por doença, do ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

 

Presença da Itália

 

Quinze empresas italianas que actuam em vários de actividade, com destaque para agricultura, alimentação, indústria, construção civil e tecnologias de inovação, confirmaram presença na 37ª edição anual da Feira Internacional de Luanda (FILDA), prevista para os dias 12 a 16, na Zona Económica Especial Luanda - Bengo.

 

Segundo avançou a directora da Agência de Comércio da Itália, Elisabetta Melino, das 15 empresas duas já operam em Angola e as outras 13 vêem de propósito para o evento como resultado da manifestação de interesse por novas oportunidades de negócios e afirmação no mercado angolano.

 

Elisabetta Melino disse que durante a Filda, o pavilhão da Itália vai promover alguns eventos virados para valorizar a presença das empresas italianas e estimular futuros negócios entre empresas angolanas e italianas.

 

Acrescentou que o seu país vai promover durante o evento um workshop ítalo-angolano onde vão ser discutidos os desafios e oportunidades nas relações empresariais com a Itália, bem como a promoção de vinhos italianos.

 

Defendeu ser prematuro avançar o montante que a Itália pode alcançar no final do evento, apesar do investimento considerável que foi feito pelo seu país. "Ainda está em fase de definição para permitir que as empresas italianas pudessem expor nas melhores condições possíveis, tendo em conta as dificuldades ainda visíveis causadas pela pandemia, no que concerne às viagens internacionais, assim como as recentes oscilações em material cambial”, disse.

 

Em gesto de balanço, a directora Elisabetta Melino, disse que a Itália já esteve em todas as edições da Filda com uma participação mais reduzida em 2019. A maior participação, segundo adiantou, ocorreu em 2015, onde contou com a presença de 73 empresas, num espaço de 900 metros quadrados.

 

Aposta em tecnologias

 

Segundo a responsável, a Itália é reconhecida como protagonista no sector da inovação tecnológica a nível mundial com uma atenção particular à tecnologia industrial. Para esta Filda, segundo acrescentou, a Itália quer dar evidências das inovações que o seu país tem apresentado para proporcionar as melhores condições de produção e melhorar qualidade dos produtos e serviços.

 

Questionado sobre o estado actual do ambiente de negócios em Angola, Elisabetta Melino considerou que o mesmo está em contínuo melhoramento, sobretudo graças às recentes alterações legislativas, como a nova Lei de Investimento Privado ou ainda as evoluções nas condições de pagamentos ao exterior.

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