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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Ministro da Economia em entrevista ao Público e Rádio Renascença garante que "o país não tem uma dependência excessiva do turismo" e que a atividade deverá regressar a níveis de 2019 em 2023.

Oministro da Economia, em entrevista ao jornal Público e Rádio Renascença, revela que o apoio ao aumento do salário mínimo vale 84,5 euros por posto de trabalho. Assume que não faz sentido manter as moratórias para além de setembro, mas assegura que os setores mais pressionados pela crise vão ser apoiados após o fim deste mecanismo. Quanto ao turismo, defende que Portugal regressará aos níveis de 2019 daqui a dois anos.

 

Sobre a compensação pelo aumento do salário mínimo (SMN), Siza Vieira defendeu que o Estado vai "pagar às empresas um determinado montante por cada trabalhador que estivesse a receber salário mínimo a 31 de dezembro de 2020 e que ainda se mantenha nos quadros da empresa. Esse apoio corresponde a 84,5 euros por posto de trabalho. São cerca de 84% do aumento do encargo com a TSU decorrente do aumento do SMN em 2021. Para os trabalhadores que a 31 de dezembro auferiam mais do que o salário mínimo mas menos do que o novo valor do aumento do SMN, o apoio consiste em metade daquele valor, 42,3 euros". O governo explicou ainda que se trata de um pagamento direto às empresas e que vai custar ao Estado cerca de 60 milhões de euros.

 

As moratórias públicas terminam em setembro deste ano, tanto para famílias como para empresas. O ministro da Economia, socorrendo-se dos números do Banco de Portugal, sinalizou que "ao longo deste tempo, desde o início das moratórias até setembro, as empresas puderam poupar cerca de 11 mil milhões de euros".

 

"Para as empresas que sofreram mais o impacto da crise, como o comércio, turismo, restauração, em alguns segmentos da atividade industrial como o vestuário, a saída da crise vai demorar mais algum tempo. Precisamos de ajudar não as empresas em geral, mas estes segmentos onde o impacto da crise foi maior e onde a retoma foi mais lenta", disse ainda acrescentando que a ajuda para esses setores passará por dar mais tempo "espalharmos a amortização da dívida por mais anos, sermos capazes eventualmente de dar algum período de carência durante os primeiros tempos, dois, três anos".

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