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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A Q-Day Conference decorreu no passado dia 21 de setembro e reuniu mais de 500 participantes – os presentes no Auditório Emílio Rui Vilar da Culturgest, em Lisboa, e os que acompanharam o evento online via live streaming.

Decorreu, há precisamente uma semana, a 13.ª edição da Q-Day Conference, evento anual organizado pela Quidgest – empresa tecnológica multinacional de origem portuguesa pioneira na geração automática de software, que teve este ano como mote “Inovação a partir de dentro”.

 

No âmbito deste tema, foram debatidos assuntos como o impacto da cultura da inovação no desenvolvimento económico e na competitividade das nações, o papel da transformação e da inteligência artificial na inovação, as organizações e os casos de estudo que mobilizam e otimizam a inovação a partir de dentro, transformando-a numa vantagem competitiva sustentável, e ainda o futuro de novas profissões como os business technologists e os composers.

 

Na sessão de abertura, João Neves, Secretário de Estado da Economia, destacou o tema “relevante” escolhido para o Q-Day deste ano, referindo que vivemos uma fase de enorme aceleração na dinâmica da inovação e nas tecnologias que podem acelerar essa dinâmica. As tendências que vinham do passado ganham hoje novo impulso para transformar as nossas vidas e a nossa sociedade e isso resulta também na subida dos “níveis de produtividade daquilo que é o sistema económico.”

 

Portugal precisa de “multiplicar a sua capacidade de gerar conhecimento”, destacou João neves, bem como desenvolver mais a sua ciência, proteger as suas patentes e “cruzar essa produção de conhecimento com o valor económico.” “Há um mundo por desbravar”, concluiu o Secretário de Estado da Economia, para potenciar a construção de soluções que sejam capazes de “criar mais valor entre a relação das empresas e do mercado”, nomeadamente através dos instrumentos de política pública e cofinanciamento comunitário.

 

David Xavier, Secretário Geral da Presidência do Conselho de Ministros, surpreendeu a audiência apresentando-se em palco dentro de uma caixa de papelão. Numa conferência dedicada à inovação, o orador sublinhou que “a solução ainda está no analógico”.

 

Muitas vezes, uma simples alteração na legislação pode provocar uma mudança estrutural. O Cartão de Cidadão é um exemplo de solução fantástica… Mas e se houvesse um só número e um só cartão? Antes de pensar fora da caixa, devíamos pensar “dentro da caixa”, porque é lá que estão as soluções e as pessoas, referiu.

 

O digital já nos permite fazer quase tudo: enviar e-mails, acelerar e automatizar processos… Mas ainda existem coisas para refazer e repensar “dentro da caixa”. David Xavier encerrou a sessão de abertura desafiando os presentes a refletirem sobre os desafios que temos pela frente. Como vamos movimentar organizações e entidades? Lidar com novos modelos de trabalho? Promover novas formas de relacionamento em contexto remoto? Em suma: como vamos prestar mais atenção às pessoas e cuidar do analógico antes de passarmos para o digital.

 

O programa prosseguiu com quatro painéis com oradores convidados que são referência nos setores público e empresarial, e que partilharam com os participantes a sua experiência e as suas perspetivas sobre os vários temas em debate.

 

João Paulo Carvalho, Co-fundador e Senior Partner da Quidgest subiu ao palco para dar as boas-vindas aos presentes e falar de revolução digital. “O digital é a revolução dos nossos dias. A competitividade das nações e das empresas depende da sua capacidade digital”, vincou.

 

O futuro passa também pelo aumento de “produtores digitais”, os citizen developers ou business technologists, bem como os inovadores internos ou intraempreendedores, capazes de criar a tal inovação a partir de dentro que deu mote ao Q-Day deste ano, concluiu João Paulo Carvalho.

 

Hélder Sousa Silva, Presidente da Câmara Municipal de Mafra, inaugurou este painel com o tema “EDUCATION: from physical to digital infrastructure” e abarcou a inovação aplicada à gestão educativa. O caso de estudo deu a conhecer a construção de 25 novas escolas, desde 2001, em Mafra. Um crescimento que permitiu passar de 50 000 para 100 000 habitantes, sobretudo jovens com menos de 30 anos. Tudo isto devido à modernização do parque escolar, com novas “escolas dignas do século XXI”, considerou o orador.

 

A propósito das vantagens da transformação digital aplicada a este setor, Miguel Sousa Silva destacou o fim dos deslocamentos para os serviços municipais, a fácil ativação do serviço, a maior segurança, e ainda a possibilidade de reembolso imediato dos fundos não utilizados. Por tudo isto, “Mafra continua a ser um conselho altamente atrativo para se viver”, concluiu o Presidente da Câmara Municipal de Mafra.

 

A intervenção de Gloria Guimaraes, Presidente do Ayo Group, deu ênfase ao conceito de inovação, que “está no ADN” da forma como fazemos as coisas, acredita a palestrante. Mais do que um conceito, “trata-se de uma ação que agrega valor ao que já existe”, que facilita e melhora os processos tanto para as pessoas que fazem essa inovação como para as que vão beneficiar dela.

 

“A necessidade faz as pessoas inovarem”, acrescentou Gloria Guimaraes, dizendo que é preciso estimular o empreendedorismo interno sob o risco das empresas “morrerem” e desaparecerem do mercado. A oradora deu o exemplo da Netflix como uma empresa inovadora na cadeia de valor e que se destaca tanto na criação de conteúdo original, como na distribuição assente no Machine Learning e na transmissão via streaming, que atingiu o seu auge durante a pandemia. Neste e noutros casos de sucesso, concluiu a Presidente do Ayo Group, a “fórmula mágica” reside não tanto na tecnologia, mas no capital humano – são as pessoas que trazem e geram a inovação.

 

Miguel Amado, Partner, GPS and Health, Science and Wellness Consulting Services da EY, frisou, durante a sua intervenção neste painel, que “são as pessoas e não as organizações que inovam”. Para tal, é preciso motivar as pessoas a inovarem e conseguir mostrar qual é “a caixa”, ou seja, quais são os limites pelos quais nos movimentamos.

 

“Inovar por inovar não vale a pena”, referiu o orador, dizendo que é preciso evitar o “teatro da inovação”, prendendo-a aos fatores errados. E escolher os parceiros certos é também fundamental, vivendo nós no século XXI e numa era extremamente colaborativa, frisou Miguel Amado. O talento foi outra tónica da apresentação do Partner da EY: a importância de reconhecermos que precisamos do maior número de pessoas com pontos de vista diferentes para que surja a inovação. Por fim, o valor do propósito, a “Estrela do Norte” que nos orienta e dá foco ao longo de todo o processo da inovação.

 

A encerrar este painel, José Crespo de Carvalho, Presidente da Comissão Executiva do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, professor e administrador de empresas, partilhou que não acredita em inovação sem liderança. Para que isto aconteça, primeiro devemos conhecer-nos a nós próprios. Segundo, devemos saber gerir-nos. Em terceiro lugar, precisamos conhecer os outros. Em quarto e último lugar, vem o relacionamento com os outros. Todas estas premissas são basilares para inovação organizacional, acredita o orador.

 

“Um líder é um improvisador por natureza”, considera José Crespo de Carvalho. O líder também está condenado a lidar com paradoxos, bem como a tomar decisões. Embora seja uma tarefa “penosa”, o líder deve ser capaz de decidir rápido e, se falhar, ser capaz de assumir as suas responsabilidades e impacto na mobilização dos outros à sua volta. O orador concluiu, partilhando que é ainda imprescindível ao líder pedir ajuda, mostrar gratidão, servir os outros, bem como manter viva a “criança interior”, já que é ela que alimenta a curiosidade e a criatividade subjacentes à inovação.

 

António Guedes de Amorim, Partner & Sales Director na Quidgest, reforçou na sua intervenção que a Quidgest tem à disposição um conjunto de recursos, ferramentas práticas e fórmulas, não tão secretas, que permitem potenciar a inovação a partir de dentro das equipas e organizações a vários níveis.

 

O futuro promete ser feito dos “Genio Digital Champions”, pessoas com qualquer formação de base, que possuem ideias, interesses e capacidades para concretizar a inovação e que têm, através da plataforma de desenvolvimento Genio, essa missão mais facilitada – a nível de processos, de tempo e de esforços despendidos.

 

Miguel Mira da Silva, Professor de Sistemas de Informação no Instituto Superior Técnico, começou por desafiar os participantes a refletirem sobre por que é que as novas tecnologias digitais vão tornar muitas profissões de TI obsoletas.
Se recuarmos ao passado e pensarmos no papel dos cavalos antes e depois da Revolução Industrial, podemos compreender o que se vai passar no futuro… Conceitos como Cloud, Cibersegurança, Chatbots, Low Code, 5G, IoT, Agile e SCRUM vão inundar as nossas vidas e alterar drasticamente a forma como gerimos projetos e lidamos com pessoas. O professor acrescentou que os alunos são um espelho da sociedade do futuro e que por aí podemos prever que o talento vai querer, cada vez mais, trabalhar remotamente. Aprender e trabalhar online é uma realidade sem volta atrás. O futuro é mais interativo, inclusivo, digital e vai acontecer fora de salas e escritórios – em contexto remoto e global.

 

Inês Relvas, Chief Strategy Officer na Universo – Grupo SONAE, debruçou-se sobre o tema do sucesso. “O que nos trouxe 1 milhão de clientes no passado não é o que nos vai trazer 1 milhão de clientes no futuro”, começou por dizer a conferencista, sublinhando que “se fosse fácil inovar, todas as empresas seriam inovadoras”. Google, Apple e Netflix são exemplos frequentemente associados a “empresas inovadoras”. No entanto, inovação é muito mais do que ter bom ambiente no trabalho e puffs na sala de estar. Dando como exemplo a Universo, Inês Relvas falou de inovação associada a disrupção, a colaboração entre diferentes áreas e equipas, a alinhamento da cultura organizacional, mas também a responsabilização pelos impactos positivos e negativos associados.

 

“Liberdade e responsabilidade” andam de mãos dadas para que liberdade, hierarquia horizontal e exigência de performance coabitem num ambiente alicerçado no feedback construtivo e na aprendizagem contínua, expressou Inês Relvas.

 

Isabel Ventura, Digital Innovation and Deputy Director no Luz Saúde Group, frisou a sua experiência profissional, nomeadamente ao nível da Inovação interna – “a inovação feita pelos nossos e feita dentro de casa”.


 A Luz Saúde tem 22 anos de existência e o seu caminho trilhado até hoje inclui várias mudanças e desafios. Entre as principais barreiras encontradas à inovação interna, a oradora refere: o alinhamento entre inovação e objetivos de negócio; o tempo e a disponibilidade dos clínicos para a inovação, por não ser a sua atividade principal; o ‘Legacy’, relativamente aos processos e sistemas complexos ou arcaicos; e ainda o ambiente, ou seja o grande nível de stress de mutação associado à área dos cuidados de saúde.

 

Isabel Ventura destacou a agilidade como âncora para a comunicação, a colaboração e a implementação de mudanças a alta velocidade. A oradora terminou frisando que “são as pessoas que têm o brilho, o orgulho e o sentimento de pertença que dá força e sucesso ao processo de inovação.”

 

Num futuro próximo, saber programar deixará de ser “um obstáculo” à inovação, já que a criação de software se fará a um nível mais elevado de abstração, usando padrões para modelar e não código de programação. Não é utopia, é a pura realidade, foi o que compreendemos a partir da apresentação de Beatriz Bagoin Guimarães, Information & BPM System Management na Quidgest.

 

“Muitas vezes não é software que faz a inovação, é a forma diferente como olhamos para as coisas”. É aqui que o Genio entra em ação e é assim que a Quidgest gosta de trabalhar – colocando o conhecimento tecnológico ao serviço do negócio e das necessidades dos seus clientes, sempre num processo de co-criação e aprendizagem contínua, referiu a oradora, citando vários casos de sucesso no ecossistema Quidgest.

 

Os Prémios de Co-Inovação foram um dos pontos altos do Q-Day, ao reconhecerem os projetos dos clientes e parceiros da Quidgest que estão na vanguarda da tecnologia e cujos resultados.

Conheça a lista de vencedores que mais se destacam, em Portugal e no mundo, no desenvolvimento e implementação soluções e estratégias digitais vencedoras:

 

·         Prémio de Co-inovação Transformação Digital | Instituto de Emprego e Formação Profissiona (IEFP);

·         Prémio de Co-inovação Ágil | Instituto dos Mercados Públicos do Imobiliário e da Construção (IMPIC);

·         Prémio de Co-inovação Contínua | NAOS - Gabinete de Peritagens;

·         Prémio de Co-inovação Clientes com História | Instituto Hidrográfico + Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF);

·         Prémio de Co-Inovação Comunidade Genio | Marinha Portuguesa;

·         Prémio de Co-inovação Privacidade Digital | Lusoponte Concessionária para a Travessia do Tejo;

·         Prémio de Co-inovação Desporto | Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ);

·         Prémio GDPR Partner | Axians Portugal;

·         Europe Partner Award 2022 | EY;

·         Latam Partner Award 2022 | Baker Tilly;

·         Genio Training Partner Award | SGPP Europe;

 

Jonathan Littman, Fundador da RedBridge Lisbon e co-autor de vários bestsellers, começou por falar sobre o seu percurso profissional, mencionando dois dos seus livros: “The Ten Faces of Innovation” and “The Art of Innovation”, escritos com o apoio e o know-how da IDEO, para introduzir o tema da inovação. Mas o que é, afinal, a inovação? “A inovação é como as flores selvagens”, explicou Jonathan Littman, acrescentando que precisamos de “sair da nossa borbulha” para fazer diferente e inovar. Foi precisamente isso que o palestrante fez quando criou a Redbrige Lisbon, um projeto que junta empreendedores e criativos portugueses e de outras partes do mundo, sobretudo de São Francisco, e que resulta numa comunidade extraordinariamente diversa e multidisciplinar que liga os dois lados do Atlântico. “O novo sonho californiano é Portugal”, concluiu o orador, admitindo a sua enorme paixão pelo nosso país.

 

Carolina Rendeiro, CEO e Fundadora da Connect2Global e Cônsul Honorária de Portugal em Miami, também integrou este terceiro painel. Em 1979, a oradora já trabalhava em ambientes de “shared workplaces” nos EUA, uma necessidade “criativa” que já existia na altura para criar um ambiente propício à inovação para vários profissionais, incluindo executivos, advogados ou engenheiros, entre outros.

 

A força de trabalho de hoje é cada vez isso: multigeracional, multicultural e multidisciplinar. Gosta de trabalhar remotamente, está “faminta” por aprender coisas novas e tem como um dos seus estandartes marcar a diferença no mundo. “Claro que nem todas as empresas estão preparadas para aceitar e incorporar esta realidade”, mas a verdade é que é esta multiculturalidade ainda algo “desconhecida” que gera inovação, reforçou Carolina Rendeiro, sublinhando que “é preciso arriscar e abraçar esta diversidade de mindsets… mesmo sem sabermos se o resultado será bem-sucedido.”

 

Luisa Baltazar, Fundadora da SOMA Services, Business Mentor e Coach no European Innovation Council, começou por afirmar que “a criatividade é o novo motor da inovação”. Mas como se cria valor a partir do zero? Primeiro, será preciso encontrar o “market fit”, sob o risco de criarmos produtos que não têm outro destino que não o fracasso. Para tal, será crucial aprender com as lições de outros que tentaram antes de nós. Contudo, “desespero não é inovação”, “diferenciação não é

inovação”, “e monetização não é inovação”, frisou a palestrante.

 

Como cruzar o “vale da morte” foi outra pergunta lançada à audiência.  “Trabalhando, mas aprendendo ao longo do caminho”, respondeu a Fundadora da SOMA, explicando que é imperativo conhecer o mercado, conhecer o cliente e conhecer tudo o que nos permita entender a realidade onde nos movemos.

 

O painel prosseguiu com a intervenção de André Marquet, Cofundador da Beta-i e da PRODUCTIZED. O ciclo de vida de uma startup é, muitas vezes, sinuoso e há uma fase particular em que “estamos rodeados de piratas, à beira de ficarmos na bancarrota ou sem resultados à vista. Queremos encontrar uma ilha que seja a nossa salvação rapidamente”, começou por partilhar o orador, acrescentando que nestas alturas parece até que o mundo “conspira” contra os empreendedores.

André Marquet deu o exemplo do Liceu Camões para questionar os presentes sobre o porquê de demorar mais tempo renovar algo que já foi feito do que construir de raiz, inovar a partir do zero. Depois, partilhou algumas técnicas úteis para qualquer empreendedor, nomeadamente a “5 whys technique” – usada para aferir se estamos perante “um problema real” e “uma solução adequada”.

 

Na sua apresentação, Julian Herbstein, Managing Director & Investment Committee Member do CGN Private Equity Fund Management Beijing Co, recordou as várias etapas pelas quais passa a criação de uma empresa: os obstáculos, as expectativas dos fundadores, as discussões sobre as cores do logo… e o foco que se desvia frequentemente para questões secundárias e acessórias. Claro que, no final, quando se preparam para mostrar resultados, estes são muito fracos.

O orador partilhou depois três palavras-chave para “todos os inovadores que não são o Steve Jobs”: “Build, Measure and Learn”. Isto porque os empreendedores, no geral, costumam demorar muito tempo a angariar fundos ou a executar, e pouco tempo a aprender ou a testar. Como resultado, não acompanham o feedback dos clientes em tempo real e perdem o timing do produto – quando na verdade, o produto não precisa de estar totalmente finalizado para ser apresentado, referiu Julien Herbstein.


A Quidgest possui uma "varinha mágica" chamada Genio que permite, através de padrões, transformar um Modelo numa solução de software em menos de 10 minutos. Hugo Miguel Ribeiro, VP People Operations na Quidgest, explicou na sua apresentação como a Quidgest pode ajudar as startups em termos de co-inovação, não só através do Genio, mas também por via de um novo Co-innovation Lab, anunciado no próprio Q-Day, com áreas especializadas e equipas 100% dedicadas a apoiar a criação de MVP's. Esta inovação da Quidgest permite às startups ganharem autonomia tecnológica, superarem o "vale da morte" tecnológico, e evoluírem rapidamente, incorporando o feedback do mercado.

 

A apresentação de Chakib Rifi, Fundador da SGPP Europe, abordou o tema “Do we still have a choice?”, que desafiou os participantes a refletirem sobre o quão ocupados e distraídos estamos todos enquanto a disrupção acontece à nossa volta e impacta todos os setores de atividade. Nesta senda de transformação e progresso, são muitas as profissões que estão em vias de extinção – as que se baseiam em tarefas repetitivas, por exemplo, podem agora ser facilmente automatizadas e desempenhadas por robôs. O papel do ser humano ganha uma nova dimensão provocada pela crescente simbiose homem-máquina, que permite aos profissionais aperfeiçoar competências essenciais, como a liderança e a programação, por exemplo, para fazer face a um futuro eminentemente digital e inteligente.

 

George A. Polisner, Fundador da CivicWorks, trouxe a debate o tema “Fear and Loathing in Innovation”. Baseado na sua própria experiência profissional, o orador confessou que o “medo é o maior obstáculo à inovação dentro das organizações”. E que, muitas vezes, este medo está disfarçado de um chefe extremamente controlador ou tóxico que sufoca as ideias e ações da sua equipa.

 

“Cost is a driver”. Sob esta afirmação, George Polisner explicou também que, por vezes, a experimentação e o risco é melhor aceite pelas organizações quando existe uma projeção de custos controlada. E desenvolver uma plataforma inteligente que desenvolva software sem os custos e os esforços da programação tradicional pode ser um trunfo valioso nos nossos dias.

  

A encerrar este painel, a plateia contou com Alberto Carvalho, Superintendente Geral do Distrito Escolar Unificado de Los Angeles. O tema trazido pelo orador começou por recordar como a pandemia foi um catalisador de mudança na educação a vários níveis. No início, os estudantes viram os seus estudos interrompidos um pouco por todo o mundo, mas hoje podemos ver que o investimento no Distrito Escolar Unificado de Los Angeles ronda os 141M$ para a transformação digital aplicada à educação. Isto inclui a aprendizagem de vários idiomas, mas também de linguagens digitais, robótica, experiências reais junto do mercado de trabalho, entre outras oportunidades que multiplicam exponencialmente as saídas profissionais destes alunos, abertos a diferentes experiências curriculares.

 

Os citizen developers e business technologists são pessoas que vieram de vários ramos de negócio, e não das TI, e que são tão proficientes como as pessoas de TI na criação de software. A Quidgest torna esta realidade possível ao permitir que os business technologists façam, com a modelagem e IA do Genio, muito mais do que com outras tecnologias de desenvolvimento, incluindo low code ou RPA.  

 

Foi isto que João Nobre, Growth Manager na Quidgest, explicou na sua apresentação de encerramento do último painel do Q-Day, lembrando ainda que é possível fazer parte desta “nova geração de inovadores internos capacitados para criar soluções digitais” com a ajuda do Genio e da Rede Global de Parceiros da Quidgest.

 
A 14ª edição da Q-Day conference volta no próximo ano, com um novo tema atual e pertinente para todos aqueles que se interessam por tecnologia, empreendedorismo, inovação digital, política económica e sustentabilidade.

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