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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O segundo trimestre de 2022, face ao período homólogo de 2021, arrancou em grande performance, no que ao mercado de escritórios diz respeito.

O relatório OnOffice, realizado pela Predibisa, analisou o primeiro semestre de 2022 no que diz respeito ao mercado de escritórios do Porto e Grande Porto. Em primeira instância, de destacar que, no total de 35 transações registadas, o primeiro semestre deste ano totalizou 30.287 metros quadrados de área contratada no mercado de escritórios do Porto e Grande Porto.

 

Face ao período homólogo, assinala-se um aumento superior a 100% no volume de área contratualizada (mais 17.229 metros quadrados) e também uma subida de 50% no total de operações (mais 10 transações que em 2021). A consultora imobiliária refere que, em média, por cada transação registada nos primeiros seis meses do ano, contratualiza-se 865 metros quadrados.

 

Metade das transações que são efetuadas, tratam-se de operações com áreas brutas locáveis superiores a 500 metros quadrados, o que equivale a cerca de 85% da área colocada (onze operações compreendem áreas entre os 200 m2 e os 500 m², 12%, e as restantes sete com áreas inferiores a 200 m², 3%).

 

As zonas denominadas Central Business District da Baixa e da Boavista agregam mais de metade da área absorvida com cerca de 60% o que corresponde a 18.177 metros quadrados. No total, a cidade Invicta absorve 19.894 metros quadrados e regista 25 operações nas suas cinco zonas. O CBD Baixa é a zona com maior preponderância de área de escritórios absorvida, com um total de 11.363 metros quadrados e 7 operações, seguindo-se o CBD Boavista com 6.814 m2 e 14 operações.

 

A zona de Matosinhos teve a maior dinâmica registada entre as zonas fora da cidade do Porto: 8.224 metros quadrados subdividas por seis operações. Segue-se a zona da Maia com 1.935 metros quadrados e três operações, e Vila Nova de Gaia com 234 metros quadrados absorvidos em uma operação registada.

 

As empresas do setor das TMT’s & Utilities, foram responsáveis por 46% da área total colocada (14.050 m²) e metade do número de transações registado, seguindo-se o setor dos “Serviços a Empresas” com 24%, os “Serviços Financeiros” com 15% (4.347 m²) e as empresas ligadas ao sector “Outros Serviços” com 9% (2.634 m²), setores estes responsáveis por cerca de 95% da área total absorvida ao longo do primeiro semestre. Já os restantes 5% são diluídos em áreas muito similares por empresas de “Consultoria e Advocacia”, “Farmacêuticas e Saúde” e pelo sector da “Construção e Imobiliário”.

 

Ainda de acordo com relatório da Predibisa, o fator que mais contribuiu para a procura de um novo espaço, foi a necessidade de mudança de instalações com 37% da área absorvida (11.198 m²) e catorze operações. A entrada de novos players no Grande Porto com 37% e 11.111 m² subdivididos por dez operações, foi outro dos fatores motivadores da procura por um novo espaço.

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