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Beatriz Freitas era um dos quatro nomes na short list para integrar a equipa executiva do banco. E acabou por ser a opção final para presidente executiva.

Asolução para a presidência executiva do Banco Português de Fomento é de continuidade. Beatriz Freitas que já assegura neste momento o cargo, na sequência da fusão das três instituições que deram origem ao banco promocional, foi a escolhida para CEO do banco, apurou o ECO junto de várias fontes. O seu nome, tal como o de todo o conselho de administração, ainda vai ter de passar pelo crivo do Banco do Portugal e da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (Cresap) se o Executivo assim o entender.

 

Beatriz Freitas era um dos quatro nomes na short list para integrar a equipa executiva do banco, tal como o ECO avançou no início de janeiro. E acabou por ser a opção final para presidente executiva.

 

A mestre em economia e políticas públicas já desempenha o cargo desde a fusão da Instituição Financeira de Desenvolvimento e da PME Investimentos na Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua (SPGM). De acordo com as regras definidas, a liderança da nova estrutura seria assegurada pela direção da própria SPGM até à nomeação da nova administração. E essa nomeação não terá acontecido imediatamente não só devido à dificuldade em encontrar quem aceitasse as funções — foram vários os convites recusados –, mas também por causa da limitação de mandatos dos gestores públicos, segundo apurou o ECO.

 

O nome de Beatriz Freitas ainda vai ter de receber luz verde do Banco de Portugal. O facto de não ter experiência no setor bancário, de acordo com o seu currículo, pode ser um handicap, mas o conhecimento do modus operandi da instituição pesa a ser favor, tal como o conhecimento do Ministério da Economia.

 

A até novembro presidente da SPGM foi adjunta de Caldeira Cabral, foi adjunta do secretário de Estado do Orçamento, Luís Morais Sarmento, e também adjunta do secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Costa Pina. No seu currículo constam também participações em missões do FMI à Grécia e a Cabo Verde, na qualidade de perita externa, mas também uma passagem pelo Conselho das Finanças Públicas e cargos de vogal em empresas como a ANA, Docapesca ou da própria Cresap, que deveria validar o seu nome tendo em conta que o cargo é equiparado ao de um gestor público. Uma equiparação que implica que o vencimento é idêntico ao “valor padrão do vencimento mensal ilíquido do primeiro-ministro”, por se tratar de uma empresa classificada como sendo do grupo A.

 

De acordo com o decreto lei de criação do BPF, a instituição irá ter entre sete e 11 membros no conselho de administração. “Para além dos três membros que integram a comissão de auditoria, o conselho de administração é composto por administradores executivos, e por um a três administradores não executivos”, pode ler-se no documento.

 

A nomeação do presidente e vice-presidente ficou a cargo dos quatro acionistas — IAPMEI (47%), Direção Geral do Tesouro e Finanças (41,2%), Turismo de Portugal (7,9%) e Aicep (3,77%) – e o plano inicial do Executivo passava por manter Ana Beatriz Freitas à frente do novo banco de fomento. Uma opção que acabou por se confirmar. O mandato será de três anos, sendo permitida a recondução por três vezes.

Além disso, está prevista a criação de um conselho consultivo compostos por dez a 20 representantes dos stakeholders relevantes para a atividade do banco, mas também por personalidades independentes com mérito científico e técnico que serão nomeados pelo Governo. O mandato também será de três anos, mas apenas poderá ser renovado uma vez.

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