NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Instituto Nacional de Estatística contabilizou 306,2 mil desempregados no mês de julho. Mas os dados divulgados esta quarta-feira apontam também para uma diminuição da população empregada e um aumento do universo dos inativos.

Depois de da subida registada em maio e junho, a taxa de desemprego em Portugal terá voltado a recuar em julho, fixando-se nos 5,9%. Os dados provisórios do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta quarta-feira, apontam para uma diminuição do desemprego no país, tanto na comparação em cadeia, menos 0,1 pontos percentuais do que em junho, como na homóloga, com uma redução de 0,7 pontos percentuais face ao mesmo mês de 2021.

 

O INE contabilizava no sétimo mês do ano 306,2 mil desempregados, menos 1,1% do que no mês anterior e menos 10,2% do que um ano antes. Mas nem tudo são boas notícias. É que esta redução do desemprego é acompanhada, por um lado, pela dminuição da população ativa e da população empregada e, por outro, por um aumento da população inativa.

 

“Em julho de 2022, estima-se que a população ativa tenha diminuído, em relação ao mês anterior, em 7,0 mil pessoas (0,1%) e que a população inativa tenha aumentado em 7,5 mil (0,3%)”, sinaliza o INE. E explica que, esta diminuição em cadeia da população ativa "resultou da redução da população empregada em 3,6 mil (0,1%) e da população desempregada em 3,5 mil (1,1%)”.

 

O INE acrescenta ainda que “o aumento da população inativa face ao mês anterior foi explicado, essencialmente, pelo acréscimo do número de outros inativos, os que nem estão disponíveis, nem procuram emprego (8,5 mil; 0,4%) e do número de inativos à procura de emprego, mas não disponíveis para trabalhar (4,3 mil; 11,8%)”.

 

Na comparação homóloga, ou seja, considerando a situação do país em julho de 2021, o INE aponta para um o aumento da população ativa (6,7 mil; 0,1%). Este aumento terá sido acompanhado por um acréscimo da população empregada (41,4 mil; 0,9%), que mais do que compensou a diminuição da população desempregada (34,8 mil; 10,2%). Na comparação com julho de 2021 a população inativa também diminuiu em 25,6 mil pessoas (1,0%), devido à diminuição do número de inativos disponíveis para trabalhar, mas que não procuraram emprego (25,2 mil; 17,0%).

 

POPULAÇÃO ATIVA MANTÉM-SE EM MÁXIMOS DA ÚLTIMA DÉCADA

 

São estes indicadores que determinaram a variação da taxa de desemprego, que em julho terá sido de 5,9%, um valor inferior ao registado em junho (-0,1 p.p.) e também ao de julho de 2021 (-0,7 p.p.). Recorde-se que apesar da diminuição apurada em julho deste ano, a população ativa mantém-se próxima do máximo da última década, registado em junho de 2022 (5.189,5 mil pessoas).

 

Outro indicador a considerar é o da subutilização do subutilização do trabalho, que agrega além dos desempregados também os trabalhadores a tempo parcial que gostariam de trabalhar mais horas, os inativos disponíveis para trabalhar, mas que não procuram ativamente emprego e os inativos que procuram emprego, mas não estavam disponíveis no imediato para aceitar uma vaga.

 

Em julho deste ano estavam nesta situação 614,0 mil pessoas. Um número inferior ao do mês anterior (4,7 mil; 0,8%) e também inferior ao do período homólogo de 2021 (52,0 mil; 7,8%). “A taxa de subutilização do trabalho correspondente foi estimada em 11,5%, tendo diminuído em relação ao mês anterior (0,1 p.p.) e ao mesmo mês do ano anterior (0,9 p.p.)”, realça o INE.

 

O instituto de estatística sinaliza ainda que a subutilização do trabalho se mantém “relativamente estável”, tendo atingido, em fevereiro de 2022, o seu valor mais baixo (598,1 mil) desde o início de 2011, o que se refletiu na taxa de subutilização, que registou o seu valor mais baixo também nesse mês (11,2%), observando-se o valor de 11,5% em julho.

Partilhar