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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

3ª edição do Salão Internacional Imobiliário no Brasil decorre de 8 a 12 de agosto. Fique a saber tudo sobre o evento.

A 3º edição do SIIBRA-Salão Internacional Imobiliário no Brasil está aí à porta: realiza-se de 8 a 12 de agosto em Foz do Iguaçu, no estado do Paraná. “Trata-se de um evento que pretende estreitar e facilitar negócios imobiliários entre investidores do Brasil e de Portugal, além de ser uma oportunidade para promotores e mediadores imobiliários portugueses, que podem apresentar os seus produtos e promover negócios”, começa por dizer ao idealista/news Guimênia Nogueira, responsável pelo SIIBRA.

 

Salientando que o SIIBRA 2022 “pode ser a ponte entre brasileiros e portugueses na área do imobiliário”, Guimênia Nogueira enaltece o facto do evento voltar a realizar-se após dois anos de interregno, devido à pandemia. De uma coisa não tem dúvidas: “Investir em imóveis em Portugal ainda é um excelente negócio para os brasileiros”. E nem o facto do programa dos vistos gold ter sofrido alterações afasta o interesse dos investidores do outro lado do Atlântico pelo mercado imobiliário nacional, atesta Guimênia Nogueira.  

 

Para quem não conhece o SIIBRA, fale-nos um pouco sobre o salão. O que têm a ganhar expositores e visitantes com a participação no evento?

 

Trata-se de um evento que pretende estreitar e facilitar negócios imobiliários entre investidores do Brasil e de Portugal, além de ser uma oportunidade para promotores e mediadores imobiliários portugueses, que podem apresentar os seus produtos e promover negócios. Eu, que também presto serviços de consultoria imobiliária, posso fazer a ponte entre investidores e promotores de forma a potenciar o negócio em Portugal. Acredito que este evento permitirá potenciar a internacionalização, networking e negócios entre os dois países. Existe grande potencial para se fazer negócios em Portugal: a procura é intensa e tem tendência para crescer. O SIIBRA pode ser a ponte entre brasileiros e portugueses na área do imobiliário.

 

O SIIBRA realizou-se em 2018 e 2019 e volta agora a decorrer em 2022. O que esperar da edição deste ano, durante os cinco dias do evento? 

 

A 3ª edição do SIIBRA realiza-se depois de dois anos muito complicados, dominados por uma pandemia sem precedentes a nível mundial, pelo que se espera um salão com mais participantes e que seja um sucesso. Irá decorrer num local emblemático do Brasil, na Foz do Iguaçu. Tem como parceiro oficial o ENBRACI-Encontro Brasileiro de Corretores de Imóveis e é organizado pelo COFECI-Conselho Federal dos Corretores de Imóveis, que comemora 60 anos de existência.

 

Esta edição terá muitos eventos, de forma a aproximar os intervenientes e a proporcionar negócios e parcerias entre os expositores e investidores. Todo o mercado imobiliário do Brasil estará reunido, e os participantes portugueses podem dar-se a conhecer presencialmente, fomentar negócios, expandir o networking, participar em workshops, etc. E, mais importante que tudo, em segurança.

 

Fortaleza, São Paulo e, agora, Foz do Iguaçu. Porquê a escolha de Foz do Iguaçu? 

 

O SIIBRA acontecerá em todas as capitais do Brasil anualmente. O lugar escolhido [para a edição deste ano], Foz do Iguaçu, tem como cartão-postal as Cataratas, uma das Sete Maravilhas do Mundo. O complexo possui 275 quedas que se estendem por quase cinco quilómetros do Rio Iguaçu.

 

Quantos visitantes são esperados na edição deste ano?

 

Esperamos que seja o evento com maior número de visitantes de sempre, aproximadamente 4.200. Em 2018 foram cerca de 2.000 e em 2019 cerca de 2.500.

 

Quantos expositores estarão presentes? Haverá muitos stands de empresas portuguesas?

 

Já temos confirmados mais de 1.800 participantes ao todo. A procura por parte de empresas portuguesas é alta, foram dois anos sem se poder participar em eventos no Brasil, devido à pandemia.  

 

Qual a importância de um evento como o SIIBRA para o setor imobiliário português? 

 

O SIIBRA tornou-se muito importante para o setor imobiliário português, pois os participantes juntam o útil ao agradável, não terão de fazer roadshows por vários lugares do Brasil para divulgarem os empreendimentos a investidores e compradores. Irão estar num resort de cinco estrelas chamado Recanto das Cataratas, que tem 521 apartamentos reservados só para este evento. 

 

São muitos os brasileiros que estão a optar por viver e/ou investir em imobiliário em Portugal. É uma tendência que se manteve nos últimos anos? 

 

Os brasileiros continuam a investir em Portugal, já são o quarto maior grupo em termos de investimento direto no país, de acordo com um levantamento da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (Aicep). Mesmo com a crise gerada pela pandemia, os brasileiros ainda acham que este é um bom momento para investir em Portugal na área do imobiliário. 

 

Depois da pandemia, e no atual contexto de mercado, acredita que muitos cidadãos brasileiros continuarão a querer comprar casa e a investir em Portugal?

 

Sim, e as previsões para 2022 são otimistas. Os especialistas estimam que os investimentos em imóveis no país devem chegar aos níveis pré-pandemia. Portanto, investir em imóveis em Portugal ainda é um excelente negócio para os brasileiros. Comprar e reformar uma casa ou prédio em Portugal pode dar boas rentabilidades ao investidor. Portugal tem inúmeros imóveis abandonados em áreas históricas das cidades que podem ser excelentes opções, com preços de compra bastante atrativos que ficam muito valorizados após serem reabilitados.

 

Portugal (e o mundo em geral) está a atravessar uma fase complicada, marcada por inflação alta, taxas de juro elevadas e custos de construção elevados. Que impacto terão estes fatores na decisão dos investidores brasileiros de investir em Portugal? 

 

Mesmo com a crise, o mercado imobiliário português tornou-se uma válvula de escape para a crise financeira no Brasil. Desde que a economia nacional entrou em queda, a compra de imóveis por brasileiros do outro lado do Atlântico disparou.

O que leva os cidadãos brasileiros a querer investir em Portugal e não noutros países?

 

Os brasileiros escolhem investir em Portugal porque é um dos países mais baratos da Europa para se viver. O país tem um custo de vida consideravelmente inferior ao dos principais países da Europa Ocidental. É possível viver bem gastando pouco em terras portuguesas, por isso é admirável que muitas pessoas consigam viver ganhando o salário mínimo do país – o que é impensável no Brasil. Mesmo em Lisboa e no Porto não é preciso muito dinheiro para viver. Para se ter uma ideia: o custo de vida em Lisboa é semelhante ao de São Paulo, e o Porto é 14% mais barato. Considerando a qualidade de vida oferecida em terras portuguesas, o custo de vida é barato.

 

Há um bocadinho de Brasil em Portugal. Se há um país no exterior que está “preparado” para receber brasileiros, é Portugal. 

O facto do programa dos vistos gold ter sido revisto e haver agora novas regras poderá fazer com que haja menos cidadãos brasileiros a querer investir em imobiliário em Portugal? 

 

Não. Mesmo com as novas regras dos vistos gold, os brasileiros continuarão a querer investir em Portugal. O que os brasileiros mais temem no Brasil é a segurança, e em Portugal não há preocupação com esse tema. É claro que isso não quer dizer que não haja insegurança ou criminalidade em Portugal, há, mas em proporções muito menores que no Brasil. 

 

Há uma mudança no perfil do investidor brasileiro em Portugal, no que toca ao imobiliário, nos últimos anos? 

 

Atualmente, o brasileiro está a apostar de forma mais forte/intensa nos grandes investimentos/projetos, no sentido de ter um retorno garantido.

 

Por outro lado, há muitos portugueses a querer investir em imobiliário no Brasil? Como evoluiu esta tendência face ao período pré-pandemia?

 

Sem dúvida. Cerca de 600 empresas de capital português estão presentes no Brasil e acreditamos que há espaço para mais. Houve um encontro na Confederação das Indústrias Portuguesas que estava previsto durar uma hora e durou duas horas e meia, e pude sobretudo ouvir executivos de empresas portuguesas que têm interesse no Brasil, como por exemplo a Galp, a EDP, a TAP, empresas do ramo bancário, do ramo tecnológico, startups e a Delta Cafés. Há uma vasta gama de interesses económicos que aproximam o Brasil de Portugal, e esta cooperação pode ser implementada. 

 

Em que regiões do Brasil os portugueses preferem investir e em que tipo de ativos? Porquê?

 

Em todo o Brasil, em geral. [Em particular] Na Grande metrópole de São Paulo e onde tiverem empreendimentos juridicamente perfeitos, como hotéis, herdades e outros tipos de negócios que possam dar retorno em termos de lucro. 

 

O Brasil é um país que possui terras ricas e grandes empreendimentos. E a diferença de câmbio é muito favorável. Claro que importa sempre saber qual é o caminho certo a seguir, através de indicações de profissionais de confiança.

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